AdC alerta que bitola ibérica pode afastar operadores da alta velocidade
O regulador avisa que a opção pela bitola ibérica pode condicionar o número de operadores interessados na alta velocidade e reclama o acesso não discriminatório ao material circulante apontando o modelo da Fertagus como solução.
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Apesar de salientar “as potenciais vantagens associadas a uma rede nacional interoperável no curto prazo”, a Autoridade da Concorrência (AdC) considera que “a opção de construir as novas linhas de alta velocidade em bitola distinta do resto da Europa é passível de condicionar o número de operadores ferroviários interessados em operar nessas linhas”. No estudo sobre concorrência no setor do transporte ferroviário de passageiros e de mercadorias em Portugal, a que o Negócios teve acesso, o regulador faz notar que “a aquisição de material circulante implica custos avultados, a efetuar antes de iniciar a atividade” e que “o aluguer de material circulante compatível com a bitola ibérica será mais limitado relativamente a outros mercados europeus”.
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