Transportes Patrões e sindicatos saúdam regras do novo acordo colectivo para motoristas de camiões

Patrões e sindicatos saúdam regras do novo acordo colectivo para motoristas de camiões

O novo acordo colectivo para motoristas de transportes pesados de mercadorias foi assinado esta quarta-feira, em Lisboa. Patrões e sindicatos manifestaram-se satisfeito com a assinatura do acordo que substitui o anterior, assinado em 1999.
Patrões e sindicatos saúdam regras do novo acordo colectivo para motoristas de camiões
Reuters
Lusa 08 de agosto de 2018 às 15:11
O novo acordo colectivo para motoristas de transportes pesados de mercadorias foi assinado esta quarta-feira, em Lisboa, com os patrões e sindicalistas a destacarem a importância das regras impostas agora no sector.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram), Gustavo Paulo Duarte notou que este acordo substitui um com 20 anos, o que acarretou "atrasos nas condições de pagamento, salários e afastamento da realidade".

Com o novo documento, "há uma regulação do sector, que não pode viver com empresas com práticas tão distintas", segundo o responsável, referindo as "práticas concorrenciais não tão legais como se esperaria".

O presidente da Antram justificou a falta de actualização do acordo por uma "falta de alinhamento", já que a discussão se centrava em salários e agora decidiu-se que a "base devia ser a reestruturação de todo o clausulado" e, assim, que o "aumento salarial era uma realidade".

Pela Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), José Manuel Oliveira lembrou os quase dois anos de negociações para um entendimento que "é um passo importante para disciplinar um sector".

O dirigente sindical destacou que haverá agora "novos salários e novas formas de pagamento, que combatem aquilo que eram pagamentos fora da contratação e à margem da lei" e que assim "colocam todas as empresas em pé de igualdade".

Houve ainda "clarificação de questões da organização dos tempos de trabalho e valorização de direitos que existiam e outros que vão ser introduzidos".

Questionado sobre a razão da demora para um novo acordo colectivo, José Manuel Oliveira enumerou as "vicissitudes do país, do sector", acrescentando que se seguirá uma "nova etapa de negociação de resolução de problemas, que a assinatura só por si do acordo não resolve".

A Fectrans referiu que este acordo abrange 50 mil trabalhadores.

A Fectrans é constituída, neste sector, pelos sindicatos dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP), dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STUN), dos Trabalhadores Rodoviários e Atividades Metalúrgicas da Região Autónoma da Madeira (STRAMM), dos Profissionais dos Transportes, Turismo e Outros Serviços de São Miguel e Santa Maria e dos Profissionais dos Transportes, Turismo e Outros Serviços da Horta.

Por seu turno, a Antram é uma associação patronal criada em 1975 que representa, actualmente, cerca de 2.000 empresas nacionais de transporte, tendo presença em Lisboa, Porto, Coimbra, Évora e Faro.



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