Broglie desiste da Herdade da Comporta. Paula Amorim sozinha na corrida

O consórcio Victor de Broglie e Global Asset Capital Europe (GAC) indicou esta quarta-feira que não irá apresentar uma nova proposta pela Herdade da Comporta. Também hoje, o consórcio Oakvest/Portugália/Sabina Estates anunciou a sua desistência, deixando o consórcio liderado pela empresária Paula Amorim sozinho na corrida.
João Paulo Dias
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Pedro Curvelo 12 de setembro de 2018 às 16:11

O consórcio Victor de Broglie e Global Asset Capital Europe (GAC) indicou esta quarta-feira que não irá apresentar uma nova proposta pela Herdade da Comporta e critica duramente a forma como tem decorrido o processo de venda. O anúncio surge no mesmo dia que outro dos interessados, o consórcio Oakvest/Portugália/Sabina Estates, informou que desistia do processo de compra dos activos. O consórcio liderado pela empresária Paula Amorim fica assim sozinho na corrida.

Em comunicado, o consórcio liderado pelo aristocrata francês Louis-Albert de Broglie refere que "a menos de oito dias da data de entrega de propostas" continua a não ter acesso ao "data room" da Comporta. Desta forma, o consórcio "entende que não estão reunidas as mínimas condições de transparência, profissionalismo e boa-fé exigíveis num processo desta natureza e dimensão".
O consórcio Broglie defende que "não foram garantidas as condições para um procedimento equitativo, estando assim objectiva e materialmente impedido de apresentar uma nova oferta, sequente à já apresentada em 4 de Maio de 2018".
Para além do consórcio liderado por Broglie, estavam na corrida à Herdade da Comporta, cujo processo de venda é organizado e gerido pela Gesfimo - que transferiu a gestão e liderança do processo para a Deloitte -, a Amorim Luxury juntamente com a Vanguard Properties e outro consórcio que agrupava Oakvest, Portugália e Sabina Estates.
O Novo Banco tem cerca de 15% do fundo imobiliário da Comporta, cujo principal dono é a massa insolvente da Rioforte, empresa que pertencia ao Grupo Espírito Santo. 
Em licitação estão cerca de mil hectares que foram definidos por lei como áreas de desenvolvimento turístico, um no concelho de Alcácer do Sal e outro no concelho de Grândola.
O consórcio "faz notar que se reserva o direito de proteger da melhor forma os seus interesses nesta aquisição", sublinhando que "a anormalidade deste processo pode contribuir para a lesão de interesses públicos, das populações, da região e do país, por efectivamente reduzir as opções para o desenvolvimento da Comporta com base num modelo de ocupação do território que respeite o interesse nacional de longo prazo".

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