Receitas do Vila Galé crescem 15% para 321 milhões à boleia do Brasil

Grupo hoteleiro de Jorge Rebelo de Almeida viu as receitas subirem em 2025, com a operação no Brasil a crescer 23% com o impulso da taxa de ocupação. A operação ibérica também cresceu, mas em apenas um dígito.
Gonçalo Rebelo de Almeida é o CEO do grupo hoteleiro português.
Paulo Castanheira
Inês Pinto Miguel 16:59

O grupo hoteleiro Vila Galé viu as receitas darem um salto positivo de 15% em 2025 até aos 321,5 milhões de euros, com o negócio no Brasil a dar um impulso positivo às contas. Atualmente, o grupo português liderado por Jorge Rebelo de Almeida possui 34 hotéis em Portugal e 13 hotéis no território brasileiro.

A justificação para a subida das receitas, segundo o CEO Gonçalo Rebelo de Almeida, reside no facto de terem sido consolidadas várias unidades hoteleiras ao longo do ano passado, entre as novas aberturas e a estabilização daquelas de tinham aberto portas em 2024. "O ano de 2025 foi positivo. Tivemos a continuação do crescimento que já vinha da pré-pandemia, e que depois foi interrompido, e que tem vindo a crescer desde 2021", destacou o CEO num encontro com jornalistas.

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A operação em Portugal e Espanha, que englobam como uma só, uma vez que em Espanha têm apenas uma unidade hoteleira em Isla Canela, apresentou uma faturação de 193,5 milhões de euros na totalidade do ano passado, com o arranque do ano a impactar a operação, embora a dupla de pai e filho desvalorize. O território ibérico registou 1,15 milhões de quartos ocupados durante o ano, tendo recebido um total de 807 mil hóspedes.

Contas feitas, a operação da Península Ibérica, onde soma 35 unidades hoteleiras, registou um EBITDA de 81 milhões de euros.  Em relação a 2024, "Portugal cresceu 8%, onde assistimos a uma melhoria das receitas assente no preço médio e na estabilização do turismo". 

O Brasil, por sua vez, apresentou um crescimento superior. Com um total de 13 espaços hoteleiros, a operação apresentou uma faturação de 807 milhões de reais (130,9 milhões de euros, à taxa de câmbio atual), depois de no ano precedente se terem fixado nos 682 milhões de reais. "Assistimos a um crescimento de 23% nas contas do Brasil", justificando que os números se deveram a uma subida de 12% da taxa de ocupação.

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Os 13 espaços no mercado brasileiro receberam 436 mil hóspedes ao longo de 2025, contabilizando-se 743 mil quartos ocupados. O EBITDA desta operação foi estimado em 293 milhões de reais (37,8 milhões de euros). 

"Em termos gerais, temos um balanço positivo de 2025. Portugal está numa situação turística estável e o Brasil, pela primeira vez, deu um salto de turistas internacionais, especialmente com a melhoria da Argentina", adianta o CEO. Ainda assim, "88% dos hóspedes registados nas unidades são brasileiros", pelo que os 12% restantes derivam do turismo externo.

em relação ao território nacional, os portugueses correspondem a metade dos hóspedes que as unidades recebem, com a dupla a apontar que se tem observado uma "recuperação histórica" dos turistas nacionais e que estes responderam bem à crise desde a pandemia. Nos mercados internacionais, e apesar de quebras significativas no ano passado, os turistas britânicos e alemãos continuam a destacar-se como os principais emissores, enquanto os Estados Unidos da América se situaram na terceira posição em termos de hóspedes e o Canadá continua a subir na lista.

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