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Casino Hotel de Tróia em PER com dívida de 41 milhões ao BCP

A dívida reconhecida da Casino Hotel de Tróia é de 158 milhões de euros. Mais de metade é atribuída ao fundo Aquarius, da Oxy, que detém 75% da empresa, que não reclamou o pagamento. O BCP é o segundo maior credor.

Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 11 de Abril de 2018 às 12:13
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O Casino Hotel de Tróia está em Processo Especial de Revitalização (PER). O processo de recuperação, que arrancou em Março deste ano com a nomeação do administrador judicial Pedro Pidwell, envolve 114 credores. O detentor da maioria do capital, o fundo Aquarius da Oxy Capital, representa mais de metade da dívida total de 158 milhões de euros. Segue-se o Banco Comercial Português.

 

O fundo de capital de risco Aquarius, que comprou a maioria do capital do hotel em 2014, surge na lista provisória de créditos reconhecidos pelo administrador judicial como tendo a receber 86,5 milhões de euros da empresa.

 

Esta dívida – que é garantida com hipotecas – surge como reconhecida, mas não foi reclamada pela Oxy Capital no PER. Representa 55% de toda a dívida reconhecida da empresa, de 158 milhões de euros.

 

O BCP é o segundo maior credor da companhia. Pese embora a contabilidade da Casino Hotel de Tróia apontasse para os 82 milhões, apenas foram reclamados 50 milhões pelo banco presidido por Nuno Amado. Só que o administrador judicial só reconheceu 41 milhões, 26% do total, contando com hipoteca como garantia.

 

"O remanescente reclamado, 8,8 milhões, respeita a obrigações de sociedades terceiras (Goldtur e Grano Salis" até ao limite garantido pelas hipotecas constituídas", segundo o parecer colocado no Citius.

 

Ao BPI são reconhecidos 12,7 milhões de euros, sendo 12,4 milhões também legitimados para o Popular Portugal, agora integrado no Santander Totta.

 

A Fazenda Nacional, com o Ministério Público como mandatário, surge com uma dívida reconhecida de 4 milhões de euros, 2,6% do total, relativamente à Tróia Design Hotel e casino de Tróia.

 

O jornal Eco cita uma fonte próxima deste processo, dizendo que a actividade do casino e do hotel não está em causa. A renegociação pretende evitar a entrada em incumprimento face a um credor "privilegiado". O único credor privilegiado que surge é a Segurança Social, por retenção de taxa social única, no valor de 44 mil euros. Os garantidos são os referentes aos mútuos bancários e às relações com o fundo Aquarius.

 

Como aponta a Oxy no seu site oficial, o objectivo do fundo é adquirir empresas ligadas ao imobiliário e ao turismo com dívida elevada e aumentar o seu valor através de processos de reestruturação.

O PER está em curso três anos e meio depois de uma alteração accionista. No final de 2014, a Oxy Capital acordou a compra de 75% das sociedades que controlavam três hotéis, um deles o Casino de Tróia. A Amorim Turismo manteve a posição minoritária, tendo justificado a operação com a necessidade de fazer face à dívida. O Expresso diz que, na altura, a dívida bancária do grupo ascendia a 200 milhões de euros. 

A Oxy e a Amorim Turismo estão em diferendo por conta de um dos imóveis então transferidos, o Lake Resort. Segundo o semanário Expresso, as divergências em relação ao futuro do hotel foram a justificação para a acção judicial colocada pelo grupo presidido por Jorge Armindo contra a sociedade de capital de risco.

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