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Quase 1,2 mil milhões de turistas viajaram pelo mundo em 2015

O número revela um novo recorde na indústria turística mundial. China continua a ser o principal emissor de turistas, crescendo a duplo dígito desde 2004. Todas as regiões registaram subidas, excepto África.

Bruno Simão/Negócios
Ana Serafim anaserafim@negocios.pt 18 de Janeiro de 2016 às 17:27
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A indústria do turismo mundial registou um recorde de 1,184 mil milhões de viajantes em 2015, segundo dados divulgados esta segunda-feira, 18 de Janeiro, pela Organização Mundial de Turismo (OMT).

Este número representa um aumento de 4,4%, ou mais 50 milhões de turistas, face a 2014.

"O ano 2015 é o sexto consecutivo de crescimento acima da média, com as chegadas internacionais a subirem 4% ou mais anualmente, desde 2010", sublinha a OMT, em comunicado.

"O turismo internacional registou novos máximos em 2015. A performance robusta do sector está a contribuir para o crescimento da economia e para a criação de emprego em muitas zonas do globo. É, portanto, fundamental que os países promovam políticas que estimulem o crescimento contínuo do turismo, nomeadamente na facilitação de viagens, desenvolvimento de recursos humanos e sustentabilidade", realça o secretário-geral da OMT, Taleb Rifai (na foto).

Por regiões, a Europa continua a ser a mais visitada, acolhendo 609 milhões de turistas, mais 5% do que no ano anterior, beneficiando, por exemplo, da desvalorização do euro face ao dólar, que tornou os destinos europeus mais em conta.

Também nas Américas (191 milhões de turistas) e na Ásia Pacífico (277 milhões de turistas) houve subidas na casa dos 5% em 2015.

No Médio Oriente este indicador evoluiu 3%, chegando aos 54 milhões de visitantes. E em África caiu 3%, para 53 milhões, sobretudo devido à quebra nas viagens para o Norte do continente, por causa da insegurança.

"Os resultados de 2015 foram influenciados pelas taxas de câmbio, pelos preços do petróleo e pelas crises naturais e geradas pelo homem em várias partes do mundo. À medida que o momento actual evidencia as questões de protecção e segurança, devemos relembrar que o desenvolvimento do turismo depende da nossa capacidade colectiva para as promover", continua Taleb Rifai, aconselhando os governos a incluir as entidades de turismo nos seus planos, estruturas e procedimentos de segurança nacional, de forma a minimizar as ameaças a esta indústria.

Em 2015, a China, com um crescimento a duplo-dígito desde 2004, continuou a ser o principal emissor de turistas para outras regiões do mundo, seguida dos Estados Unidos da América e do Reino Unido.

Ao contrário, países que eram emissores dinâmicos como o Brasil ou a Rússia – que também são importantes mercados para o turismo português – estão a sofrer com a crise económica e o enfraquecimento das suas moedas, e, por isso, a reduzir as viagens ao exterior.

Para este ano, a OMT prevê um crescimento de 4% no turismo internacional.

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