Concluída intervenção no dique que cedeu no rio Mondego, em Coimbra
A conclusão vai permitir drenar as águas dos terrenos junto ao rio Mondego, refere o Ministério do Ambiente.
A intervenção que permitiu recuperar, de forma provisória, a rotura do dique de Casais, na margem direita do rio Mondego, em Coimbra, junto à Autoestrada A1, no dia 11, está concluída, anunciou este domingo o Governo.
Numa nota de imprensa, o Ministério do Ambiente e da Energia (MAE) informa que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) desenvolveu uma operação que permitiu "repor provisoriamente a estanquicidade do dique, impedindo a passagem de água do leito central para os campos adjacentes".
Esta intervenção no rio Mondego "vai permitir a drenagem dos terrenos ainda inundados e é uma etapa indispensável para a reparação definitiva do dique, do canal condutor geral, e da estrada".
A APA está também a realizar intervenções nas margens do rio Lis, no concelho de Leiria, que sofreu uma rotura no dique da margem esquerda do rio, sob o viaduto da autoestrada 17, na freguesia de Amor, "situação que provocou o desvio de parte do caudal do rio para os campos agrícolas adjacentes".
Esta ocorrência resultou da precipitação extrema registada nos dias 26 e 27 de janeiro, associada às depressões Joseph e Kristin que afetaram a região de Leiria.
O MAE sublinha que, nos dias seguintes, em consequência do elevado volume de água acumulada, "registaram-se mais duas roturas no mesmo dique, a dois quilómetros a jusante da primeira ocorrência, bem como um pequeno rombo no afluente designado por coletor de Amor".
Segundo a tutela, também o afluente conhecido como coletor da Aroeira "sofreu um colapso numa extensão aproximada de 80 metros, provocando a inundação de campos agrícolas na zona de Monte Real".
Os trabalhos de reparação em curso nestas zonas deverão estar concluídos em três semanas.
Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
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