Carro novo: como financiar?

É empresário em nome individual e quer comprar um automóvel. Qual a melhor opção para poupar dinheiro?
Deco Proteste 29 de Março de 2017 às 10:01

É um empresário em nome individual e quer comprar um carro ligeiro de mercadorias para a sua empresa. Pensa pedir financiamento até 25 mil euros mas está indeciso sobre que tipo de modalidade escolher: Crédito, Leasing, Aluguer de Longa Duração (ALD) ou Renting. A PROTESTE INVESTE percorreu a autoestrada da informação via online e acelerou a resposta: O crédito é a solução mais vantajosa, tendo em conta que terá lucros para deduzir o valor máximo estipulado por lei, ou seja 25% do valor do carro em cada ano, o que no nosso exemplo seriam 6250 euros por ano. Este é o único tipo de financiamento em que o veículo fica de imediato em nome da empresa mas com reserva de propriedade. Mas atenção. Este cenário só se coloca para a aquisição de viaturas que realmente façam sentido para a atividade da sua empresa.

Qual a melhor taxa efetiva?

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Cenário traçado, já sabe que carro vai comprar. Dirige-se ao stand para saber quais as condições e o melhor preço. Desde já tome nota que terá à sua espera um vendedor esclarecido que a priori responderá a todas as suas dúvidas e inclusive, irá orientá-lo para o melhor tipo de financiamento para o seu caso. Mas como o seguro morreu de velho, antes de decidir leia bem este artigo. Não entre no carro certo pela porta errada. Para lhe traçar o mapa do melhor financiamento do mercado fizemos um levantamento do preçário via internet para encontrar a Escolha acertada em termos de preço tendo em conta a Taxa Anual Efetiva Global (TAEG).

A única que inclui juros e todos os encargos a pagar por si, nomeadamente comissões, abertura de processo, processamento de prestações, entre outros.

Em termos simples, a TAEG dá-lhe de imediato o custo efetivo do crédito que ficará a pagar mensalmente. Sem mais entrelinhas. Sendo assim e assumindo os spreads máximos (margem de lucro do banco) praticados por cada instituição, de acordo com a nossa análise, o Santander Totta é o banco que pratica as melhores condições para adquirir um automóvel através de crédito bancário, com uma TAEG de 5,5% para taxa variável, o que se repercute numa prestação de 575 euros mensais, sendo por isso Escolha Acertada.

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Os automóveis e o fisco

Outra duvida que se levanta quando o assunto é carros, são os impostos. De que forma este vilão interfere nos montantes a pagar? O erário público desta vez está inocente para o cenário criado. O empresário que adquira o carro da sua empresa a crédito, Leasing ou ALD e desde que tenha resultados que permitam deduzir quer a compra, quer os encargos com os veículos durante um período de quatro anos, os impostos em nada interferem na decisão sobre a modalidade de financiamento. A verdade é que o tema da fiscalidade por si só daria um artigo de várias páginas, isto porque são multiplas as respostas possíveis em função dos perfis dos empresários em nome individual, nomeadamente tendo em conta o regime de tributação em que estão inseridos.

8,8%

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Esta é a taxa média máxima para quem quiser financiar a sua viatura nova recorrendo ao leasing com taxa fixa.

25%

É a dedução máxima no caso da aquisição e desde que a viatura seja utilizada para o negócio.

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0%

Estas taxas existem, mas só nas financeiras das próprias marcas e permitem enquadrar as suas campanhas comerciais, em regra temporárias.

Se estiver no regime simplificado e não cobrar IVA nada pode deduzir relativamente à aquisição de automóvel. Por outro lado, se cobrar IVA pode deduzi-lo na aquisição desde que seja um comercial ligeiro. E mais nada! Caso esteja na contabilidade organizada só pode deduzir o IVA seja na compra a crédito, seja no pagamento das rendas se for também um comercial ligeiro.

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E um ligeiro de passageiros?

Agora ao ler este artigo e sendo um empresário em nome individual passou-lhe pela ideia... E se comprasse um carro ligeiro de passageiros para a minha empresa? Assim matava dois coelhos, tendo um carro também para a família... Travão a fundo nesta hipótese. É um mau negócio. O IVA não é dedutível. Depois, sobre todos os encargos apresentados, caso de amortização do crédito, as rendas de locação (ALD ou Leasing), e os custos com manutenção, seguros, quilómetros, etc, incide, uma taxa de 10% de tributação autónoma. E o cenário pode ser ainda mais acidental; se tiver um ano com prejuízo, a taxa sobe para 20%. A não ser que opte por um automóvel elétrico, Plug In, GPL ou GNC mesmo tendo que provar que é necessário para a sua atividade, o IVA despendido na aquisição deste tipo de veículos é dedutível em 100% para os dois primeiros exemplos e, em 50% para os segundos de acordo com as tabelas em vigor, desde que o preço do automóvel exclusivamente elétrico não exceda os 62 500 euros, os híbridos Plug In não ultrapasse os 50 mil euros e os GPL e GNC não passem dos 37.500 euros.

Excepção à regra

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Uma das excepções mais comuns poderá ocorrer quando um contribuinte pretende contratar o financiamento por um período inferior a 4 anos. Por exemplo, se pretender manter o carro no ativo apenas três anos, o crédito é ultrapassado pelo Leasing (aluguer do carro com opção de compra por um valor residual no final do contrato) pois este permitirá deduzir a totalidade dos encargos , uma vez que o montante relativo a um dos anos da amortização não seria cumprido. Se este for o seu caso, no Leasing, é também o Santander Totta quem oferece os melhores preços com uma TAEG de 5,9% e uma renda de 565 euros.

Encher o depósito com gasolina ou gasóleo também tem consequências. No primeiro caso deduz 50% do encargo, e no segundo a totalidade. Assim, antes de se aventurar na compra de um carro novo, não tome uma decisão sobre rodas. Analise primeiro todos os pros e os contras. Não acelere na compra. Pare, analise e pense bem antes de passar o cheque.

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Na verdade, os exemplos utilizados nos preçários, são tão díspares que a taxa apresentada não é comparável. Defendemos a criação de cenários homogéneos entre as instituições para benefício de quem consulta e que permitam encontrar uma TAEG. Deveria também, ser utilizado o mesmo regime dos particulares, que limita as taxas máximas aplicadas no crédito automóvel.

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Esta modalidade funciona por campanhas em resultado dos lançamentos e stocks de viaturas existentes por parte das marcas e dos concessionários e sobre a qual pouca informação existe, excluindo a das campanhas a decorrer. Ainda assim, conseguimos para uma das viaturas mais vendidas no mercado e para uma viatura de gama média, comparar entre a subscrição da modalidade diretamente através das marcas ou de empresas especializadas nesta modalidade como é o caso da Leaseplan e da ALD automotive. Tendo em conta as respostas enviadas apresentaremos o cenário para um contrato que tem incluída a manutenção, veículo de substituição, 20.000 quilómetros por ano para um prazo de 48 meses.

No caso do Renault Clio poderá fazer sentido contratar a viatura diretamente através da marca, não só pela renda mas também pelo valor estimado no final do prazo, mais baixo, pelo qual poderá adquirir o veículo no final. Por outro lado, no caso do BMW série 1 a resposta já não é a mesma. Poderá ser mais vantajoso ir à ALD automotive. No renting tudo depende dos serviços incluídos no contrato e das campanhas existentes no momento da sua decisão.

Sabemos que muitas vezes a viatura é escolhida dentro de determinados critérios que englobam várias condições (preferências, durabilidade, serviço pós-venda, preço) além do encargo mensal para a empresa. Por vezes, tendo em conta a documentação necessária para analisar um processo de financiamento, a escolha recai simplesmente sobre o banco com o qual trabalha. Aqui no renting tudo vai depender do que negociar e incluir. Tenha sempre presente que existem alternativas.

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Este artigo foi redigido ao abrigo do novo acordo ortográfico.

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