Análises Deco Biclicleta: Confiante sobre rodas

Biclicleta: Confiante sobre rodas

Se também já se rendeu aos encantos da bicicleta, por 45 euros ao ano, garanta a sua proteção e a dos outros.
Biclicleta: Confiante sobre rodas
Sérgio Lemos/Correio da Manhã
Deco Proteste 10 de dezembro de 2019 às 13:00
Urbanas, de montanha, elétricas, desdobráveis, partilhadas… independentemente do modelo e da finalidade, a bicicleta reúne cada vez mais adeptos. Associado à maior utilização está o aumento dos acidentes que envolvem estes veículos. Não é, por isso, de estranhar que, por estes dias, haja mais pessoas a subscreverem um seguro que acautele os riscos de se deslocarem a pedais, sobretudo quando o fazem na estrada. O mercado tem acompanhado esta evolução e, desde o nosso último estudo, em 2015, em que existiam apenas quatro apólices para ciclistas, aumentou consideravelmente a oferta: aos 19 planos comercializados por seguradoras, juntam-se os seguros disponibilizados por duas federações de ciclismo aos seus associados.

Apesar da falta de soluções para a proteção da própria bicicleta, por pouco mais de 45 euros anuais, é possível contratar uma apólice com cobertura de responsabilidade civil, acidentes pessoais e serviços de assistência.

Seguro obrigatório à vista!
Independentemente da sua relevância, o seguro para bicicletas continua a não ser obrigatório. Mas isso pode mudar a breve trecho, já que a Comissão Europeia se prepara para fazer alterações na legislação. As estatísticas nacionais de sinistralidade parecem confirmar a necessidade da medida, pelo menos no que toca à responsabilidade civil: segundo a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, em 2018, registou-se, em Portugal, um total de 2.056 acidentes com bicicletas. Desses resultaram quase 2 mil feridos e 17 mortos. A julgar pelos números, na eventualidade de se ver envolvido num acidente com a bicicleta, será certamente um descanso saber que, no mínimo, tem garantidas as indemnizações a terceiros.

Proteção a baixo custo
Alguns riscos podem estar previstos em seguros já contratados, como é o caso do multirriscos habitação, que pode incluir acidentes pessoais ocorridos no âmbito da vida privada, bem como o furto ou roubo da bicicleta guardada em casa. Mas ter um seguro específico para bicicletas pode ser a solução mais completa, não sendo necessariamente cara.

Os produtos que analisámos preveem cobertura de responsabilidade civil, aquela que terá de acionar se provocar danos a terceiros. Além disso, a maioria inclui indemnização em caso de morte ou invalidez do ciclista, pagamento de despesas de tratamento e assistência em viagem (integrados no pacote de base ou subscritos facultativamente). De fora ficam os danos na bicicleta durante a sua utilização e, na maioria dos casos, durante o transporte. Fidelidade, Lusitania e Tranquilidade não abrangem bicicletas elétricas. Feitas as apresentações, é ao plano Zurich Ciclista Opção C que cabe o título de Escolha Acertada, com a melhor relação entre o preço e o pacote de coberturas, para modelos tradicionais e elétricos: por 45 euros anuais, inclui responsabilidade civil com capital de 250 mil euros, uma indemnização de 50 mil euros por morte ou invalidez e o reembolso de despesas de tratamento e de funeral (até 5 mil euros e 2 mil euros, respetivamente). Prevê ainda, para os amantes do cicloturismo, assistência médica em
Portugal e em Espanha, além de transporte ou repatriamento e prolongamento da estada se o acidente ocorrer no país vizinho.


360 mil
Em 2017, foram vendidas 360 mil bicicletas em Portugal.

3,3%
Das vítimas mortais na estrada resultaram de acidentes com bicicletas, em 2018.

2.056
Total de acidentes com bicicletas, em 2018.


Para quem não dispensa a proteção da bicicleta durante o transporte (roubo ou danos na bicicleta em caso de acidente com o veículo transportador), o leque de opções encolhe para apenas duas, mas é na Caravela que encontra o prémio anual mais em conta (71,59 euros). Se o modelo a proteger for elétrico, contacte a seguradora e certifique-se de que o veículo está coberto. Apesar de a Caravela nos ter informado por e-mail de que o seguro inclui este tipo de veículos (mantendo-se o prémio), o site refere que a apólice se destina apenas a veículos de "duas rodas sem motor".

Por cerca de 30 euros anuais, os sócios da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta e da Federação Portuguesa de Ciclismo beneficiam de seguros de responsabilidade civil e de acidentes pessoais, incluídos na inscrição. O Automóvel Clube de Portugal tem também opções para associados.

Se tem filhos que se deslocam de bicicleta para a escola, saiba que, com o arranque do ano letivo, o seguro escolar passou a abranger os acidentes ocorridos nos trajetos entre casa e o estabelecimento de ensino, algo que há muito exigíamos.

E as bicicletas partilhadas?

Aveiro foi pioneira nesta matéria, quando, em 2000, trouxe para o país o conceito de bicicletas partilhadas. Hoje em dia, o sistema existe em várias cidades, mas é em Lisboa que encontra maior expressão. Na capital, Gira e Jump (a última propriedade da Uber) partilham a estrada e disputam o mercado.

Em caso de acidente, os utilizadores de ambas as plataformas beneficiam de seguro de acidentes pessoais, apesar de a Jump excluir as despesas de tratamento de lesões, precisamente a consequência mais frequente nestas situações.

A Gira dispõe, além do seguro de acidentes pessoais, de seguro de responsabilidade civil com capital de 6 milhões de euros.

(Artigo retificado já que ao contrário do que a Deco escrevia, a Gira tem seguro de responsabilidade civil)







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