Bolsas dos EUA no vermelho com pressão das tecnológicas e matérias-primas

Os principais índices bolsistas dos Estados Unidos encerraram em baixa, penalizados pela queda inesperada da confiança dos consumidores norte-americanos em Setembro.
Carla Pedro 29 de Setembro de 2009 às 21:12

As quedas dos preços das matérias-primas e as maiores avaliações das acções dos últimos cinco anos estavam a ter menos influência nas bolsas do que a melhoria dos dados relativos aos preços das casas em 20 áreas metropolitanas do país, mas a divulgação do dado sobre a confiança dos consumidores, às 15h de Lisboa, acabou por inverter a tímida subida da abertura e as bolsas mantiveram-se em queda durante o resto da sessão.

O Dow Jones fechou a ceder 0,48%, fixando-se nos 9.742,20 pontos. O S&P 500 perdeu 0,22%, para 1.060,60 pontos.

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O Nasdaq estabeleceu-se nos 2.124,04 pontos, com uma desvalorização de 0,31%.

O índice de confiança dos consumidores, medido pelo Conference Board, caiu para 53,1 pontos em Setembro, contra 54,5 em Agosto, ficando aquém do aumento previsto pelos analistas, para 57 pontos. A subida da taxa de desemprego tem estado a pesar no sentimento das famílias, o que contribuiu para esta tendência, salientou a Bloomberg.

O maior aumento dos preços das casas em quatro anos – subida de 1,2% em Julho face a Maio - e os resultados acima do esperado da Walgreen sustentaram os títulos ligados ao consumo, mas isso não foi suficiente para que as bolsas americanas fechassem no verde.

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A Walgreen, fabricante de medicamentos de receita médica, disparou 17% depois de apresentar vendas e lucros que excederam as estimativas dos analistas.

A Polo Ralph Lauren também fechou em alta, animada pela recomendação de compra das suas acções feita pelo Goldman Sachs Group.

Ainda em alta esteve também a editora norte-americana de jornais Gannet Co, que escalou 16%, depois de ter previsto resultados para o terceiro trimestre superiores às projecções dos analistas.

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A Lennar e a KB Home, por seu lado, foram beneficiadas pelos dados relativos aos preços das casas.

Em terreno negativo esteve a MBIA, depois de a agência de notação financeira Standard & Poor’s ter cortado o “rating” do crédito da maior seguradora obrigacionista do mundo em termos de garantias totais.

Os títulos associados à energia e metais industriais também estiveram no vermelho, de par com a queda observada nos mercados da gasolina e dos metais de base.

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A Cisco Systems e a Intel lideraram as perdas entre as tecnológicas.

A Alcoa será a primeira empresa do Dow Jones a divulgar os resultados do terceiro trimestre, o que está agendado para 7 de Outubro. A Micron Technology e a Constellation Brands estão entre as empresas listadas no S&P 500 que anunciarão os seus resultados esta semana.

Veja também:

As cotações dos principais índices

A evolução das acções do Dow Jones e Nasdaq 100

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