Bolsas à espera de Itália e o derrame da OPEP no petróleo
PSI-20 recuou 0,26% para 4.415,18 pontos
Stoxx 600 subiu 0,33% para 340,94 pontos
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S&P 500 avança 0,33% 2.209,02 pontos
"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 1,5 pontos base para 3,616%
Euro recua 0,05% para 1,0609 dólares
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Petróleo afunda 4,10% para 46,26 dólares por barril, em Londres
Bolsas recuperam de olho em Itália
Todos os caminhos vão dar a Roma. Assim tem sido a negociação nas bolsas europeias. Depois de um arranque de semana negativo, a maioria das praças do Velho Continente encerrou a sessão desta terça-feira, 29 de Novembro, a negociar em alta. O índice europeu Stoxx 600 valorizou 0,33%, com o índice da banca europeia a recuperar pela primeira vez em cinco dias, depois de o gabinete do primeiro-ministro italiano Matteo Renzi ter vindo negar a intenção do governante se demitir mesmo que vença o referendo para votar a reforma constitucional do próximo domingo. Ainda assim, a sessão ficou marcada pela fraca liquidez, com os investidores a preferirem esperar para ver o resultado deste evento eleitoral, sobretudo depois dos desfechos nas eleições dos EUA e do Brexit no Reino Unido.
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Em Lisboa, a sessão foi negativa. O índice PSI-20 terminou a ceder 0,26%, arrastado sobretudo pela queda das acções da Galp. A petrolífera portuguesa tombou 1,89% para 12,215 euros, penalizada pela forte descida das cotações do petróleo. Uma nota negativa ainda para a Pharol. A antiga PT SGPS protagonizou a queda mais expressiva do índice, ao afundar 6,15% para 0,168 euros, depois de a sua participada brasileira Oi ter apresentado uma proposta que prevê o pagamento a credores com dívidas até 50 mil reais.
Juros agravam-se
O juro exigido pelos investidores para comprar dívida portuguesa voltou a agravar-se. A taxa de referência a dez anos subiu 1,5 pontos base para 3,616%, num momento em que os investidores estão focados em Itália e no impacto que uma vitória do não possa ter nos mercados de dívida. Os países da periferia, como Portugal, tenderão a ser mais castigados num cenário de maior aversão ao risco. O diferencial face à dívida alemã aumentou para 339,5 pontos.
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Euribor inalteradas em mínimos
As taxas Euribor mantiveram-se hoje pela terceira sessão consecutiva inalteradas a três e seis meses. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, voltou hoje a ser fixada em -0,314%, actual mínimo histórico, registado pela primeira vez em 24 de Novembro. Com a mesma tendência, a taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 6 de Novembro de 2015, foi fixada, de novo, em -0,219%, contra -0,220%, actual mínimo de sempre registado pela primeira vez em 22 de Novembro.
Dólar vive melhor mês face ao iene desde 2009
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A nota verde preparar-se para encerrar Novembro com o melhor balanço mensal face ao iene em oito anos, com o dólar a ser beneficiado pela expectativa que o plano económico de Donald Trump ajude a estimular a inflação e a acelerar o ciclo de normalização dos juros no país. A divisa norte-americana avança 1% para 113,02 ienes, elevando para cerca de 8% a valorização registada desde o início do mês. Face ao euro, o dólar segue a avançar 0,05% para 1,0609 dólares, a pouco mais de uma semana da reunião de política monetária do Banco Central Europeu.
OPEP afunda petróleo
Os preços do petróleo seguem a cair mais de 4% nos mercados internacionais, um dia antes do encontro decisivo para os países-membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo tentarem selar o entendimento alcançado no final de Setembro para cortar produção. O Brent, negociado em Londres, desce 4,10% para 46,26 dólares por barril, enquanto o WTI, em Nova Iorque, cai 4,18% para 45,11 dólares, depois da Arábia Saudita dizer que apenas assina o acordo caso haja um compromisso do Irão e do Iraque para reduzir as exportações. Mas o Irão já adiantou que não corta produção.
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China trava subida do cobre
Os metais industriais interromperam a maior subida mensal em quatro anos, perante os sinais de que a China, um dos maiores importadores, está a tomar medidas para arrefecer a negociação frenética no mercado de "commodities". O cobre segue a recuar de máximos de um ano, ao desvalorizar 2,5% para 5.732,50 dólares por tonelada, no mercado londrino, naquela que é a primeira queda em sete sessões.
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