Trump aumenta tarifas globais de 10% para 15% e volta a atacar Supremo Tribunal
“Eu, enquanto Presidente dos Estados Unidos da América,
vou aumentar com efeito imediato a Tarifa Global de 10% sobre os países, muitos
dos quais têm ‘explorado’ os EUA durante décadas, sem retaliação (até eu
chegar!), para o nível máximo totalmente autorizado de 15%”, escreveu Donald
Trump na sua rede social Truth Social.
Na sexta-feira e na mesma rede social, Trump anunciou que assinado "uma tarifa global de 10% sobre todos os países".
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Em conferência de imprensa, Trump disse que ia impor uma nova tarifa aduaneira global de 10% e acusou o Supremo Tribunal de ter cedido a "influências estrangeiras", depois de anular as taxas previamente impostas por si.
Esta taxa vai somar-se às "tarifas aduaneiras normais já em vigor", afirmou o republicano, sugerindo que a maioria dos acordos comerciais com os EUA continua de pé.
"O acordo com a Índia continua válido", exemplificou, acrescentando mesmo que "todos os acordos" continuam válidos e que Washington apenas vai "proceder de forma diferente".
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O Presidente norte-americano qualificou a decisão do Supremo Tribunal dos EUA como "profundamente dececionante", afirmando que os juízes que votaram a favor de anular as tarifas foram "antipatriotas e desleais" à Constituição.
Face à decisão do Supremo, Trump salientou que agora outras alternativas serão "utilizadas para substituir as que o tribunal rejeitou injustamente".
Estas vão ser "excelentes alternativas" que podem render ainda "mais dinheiro", adiantou.
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A decisão do Supremo Tribunal dos EUA incidiu sobre as chamadas "tarifas recíprocas", aplicadas em abril de 2025 à maioria dos países, bem como sobre outras taxas decretadas com base numa lei de 1977 que permite ao Presidente regular importações em situação de emergência nacional.
A maioria dos juízes considerou que a lei não confere a Trump autoridade para impor impostos sobre importações, competência que a Constituição atribui ao Congresso.
Dos nove juízes que compõem o Supremo Tribunal norte-americano, seis, incluindo os conservadores Samuel Alito, Clarence Thomas e Brett Kavanaugh votaram contra a anulação das tarifas.
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