Portugal comprometido com União das Poupanças. Miranda Sarmento pede produtos "rentáveis"

O ministro das Finanças reconhece que Portugal tem agora "tempo e espaço" para "planear um melhor futuro para os portugueses" através da União das Poupanças e dos Investimentos.
Miranda Sarmento discursa na conferência da ASF sobre poupança
Miguel Baltazar
Diogo Mendo Fernandes 12 de Janeiro de 2026 às 18:40

Horas depois da comissária com a pasta dos serviços financeiros, Maria Luís Albuquerque, ter dito que , o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, diz-se "ativamente" comprometido.

O responsável reconheceu, no entanto, "que a concretização da União da Poupança e dos Investimentos exigirá esforços concertados e uma estreita colaboração entre Estados-Membros, instituições de investimento e de financiamento, e autoridades de supervisão".

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Numa conferência organizada pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), o ministro das Finanças aludiu à importância do setor dos seguros e fundos de pensões que atuam, não só como contribuidores para a "estabilidade financeira", mas também como os atores que podem fomentar a poupança. Como relembrou Miranda Sarmento, "o valor dos ativos do setor segurador e do setor dos fundos de pensões equivale a cerca de 25% do PIB nacional".

O responsável identificou "a dimensão intergeracional da poupança" como um dos principais desafios para o presente ano, uma vez que "num contexto de envelhecimento populacional, é essencial garantir que as gerações mais jovens não veem o futuro com desconfiança, mas com a perceção de que o esforço de hoje terá retorno amanhã".

Para isso, explica, é "necessário garantir que estes produtos são rentáveis", o que não acontece atualmente, se tivermos em conta que 70% das poupanças dos europeus se encontram em contas de depósito com baixo rendimento, como o próprio indicou.

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