IMF – BoE e FED subiram taxas em 25 pontos base

BoE subiu taxas em 25 pb, pressionado pela subida da inflação em fevereiro; FED subiu taxas em 25 pb, avalia parar o ciclo; Petróleo ressaltou; Ouro renovou máximos de março de 2022
IMF - Informação de Mercados Financeiros 27 de Março de 2023 às 15:00

| BoE subiu taxas em 25 pb, pressionado pela subida da inflação em fevereiro

Na semana passada, o Banco de Inglaterra (BoE) foi um dos vários bancos centrais que reuniu para discutir a sua política monetária. Assim, o BoE decidiu subir novamente as suas taxas de juro de referência, em 25 pontos base, para os 4,25%, indo de encontro ao esperado pelo mercado. No comunicado divulgado após a reunião refere-se que o comité de política monetária continuará a monitorizar de perto os indicadores de pressões inflacionistas, incluindo a situação do mercado de trabalho e salários, bem como a inflação no setor dos serviços. O BoE abriu a porta a que, se as pressões inflacionistas persistirem, poderá subir mais as taxas. Mas o tom global do comunicado vai mais noutro sentido porque o BoE mencionou esperar uma queda significativa da inflação já entre abril e junho. O que impulsionou a instituição a tomar tal decisão foi o facto de a inflação de fevereiro do Reino Unido ter subido para os 10,4%, de 10,1% em janeiro, tendo este sido o primeiro aumento registado nos últimos quatro meses, contrariando as expetativas de um abrandamento para os 9,9%. A inflação subjacente, que exclui componentes voláteis como os alimentos e a energia, também aumentou para os 6,2% face aos 5,8% previstos e registados no mês anterior. Com estas divulgações, a libra tem estado volátil, mas sem direção.

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Em termos técnicos, na última semana, o Eur/Gbp registou uma valorização, ao ressaltar no seu suporte das £0.8720. Espera-se que o par se mantenha dentro do canal de tendência ascendente (vermelho) em que tem vindo a transacionar nos últimos meses.

| FED subiu taxas em 25 pb, avalia parar o ciclo

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Outra instituição que reuniu na semana passada foi a Reserva Federal dos EUA (FED), que também decidiu subir a sua taxa de referência em 25 pontos base, para 4,75%/5,00%, tendo ainda alertado que pondera vir a parar em breve o ciclo de alta dos juros. Foi comunicado que 10 dos 18 membros do comité de política monetária esperam que as taxas subam mais 25 pb até ao final de 2023, mas o fim do ciclo de subidas parece estar perto do fim. A turbulência do setor bancário colocou em causa se sequer haveria alguma subida nesta reunião. Na conferência de imprensa após a decisão, Jerome Powell tranquilizou os mercados de que o sistema financeiro dos EUA está de boa saúde, indicando ainda ter as ferramentas necessárias para o manter dessa forma. No entanto, Powell indicou que tal stress do setor bancário poderá levar a um aperto nas condições de crédito para os agregados familiares e negócios, tendo efeitos na atividade económica, no mercado laboral e na inflação. A FED ainda espera um aumento da taxa de desemprego em um ponto percentual até ao fim do ano. Já na Zona Euro, Christine Lagarde, reafirmou que o BCE está determinado a reduzir a inflação para a meta de 2%, sendo que a turbulência no setor bancário poderá ajudar a que o efeito da política restritiva do BCE seja "ampliado", caso os bancos se tornem mais avessos ao risco e comecem a exigir taxas de juro mais elevadas nos seus empréstimos bancários. Esta situação levaria a que o BCE possa reduzir o ritmo de subida das suas taxas de juro ao longo das próximas reuniões.

A nível técnico, na última semana o Eur/Usd renovou máximos de mais de 1 mês nos $1.0929, tendo posteriormente apresentado uma queda abrupta para níveis abaixo dos $1.08. Agora, espera-se que o par se mantenha entre o seu suporte nos $1.05 e a sua resistência nos $1.10.

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| Petróleo ressaltou

Na semana passada, os preços do crude apresentaram uma ligeira recuperação, que foi condicionada pela instabilidade presente no setor bancário na sexta-feira. Continua a esperar-se, no médio prazo, um aumento na procura por parte da China - o maior importador de petróleo à escala global.

O preço do petróleo apresentou uma correção em alta, após ter recuado até ao seu mínimo de dezembro de 2021, nos $64.12. No entanto, o nível dos $70 não serviu como suporte para a matéria-prima, mantendo-se agora abaixo do mesmo.

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| Ouro renovou máximos de março de 2022

O ouro continuou volátil, numa semana em que a FED subiu taxas, mas mencionou a possibilidade de realizar uma pausa no seu ciclo restritivo, o que beneficiaria o metal precioso. A instabilidade no setor bancário também beneficia o ouro.

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Na última semana, o ouro apresentou uma valorização ligeira, tendo renovado máximos de março de 2022, ao quebrar em alta momentaneamente o nível dos $2000. Espera-se que tal nível sirva de nova resistência para a valorização do metal precioso.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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