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IMF – EUA: Nonfarm Payrolls acima do esperado em maio

EUA: Nonfarm Payrolls acima do esperado em maio; Mercado de trabalho do Canadá melhorou em maio; Petróleo regressou aos ganhos; Ouro quebrou suporte dos $4500/onça

13:30

| Nonfarm Payrolls acima do esperado em maio

O mercado de trabalho dos EUA voltou a surpreender pela positiva em maio, com a criação de 172 mil empregos, acima das expectativas dos analistas que apontavam para apenas 85 mil. Os dados de abril também foram revistos em alta, para 179 mil postos de trabalho, reforçando a ideia de que o emprego recuperou dinamismo. A taxa de desemprego manteve-se em 4,3% pelo terceiro mês consecutivo. Até agora, a guerra entre os EUA, Israel e Irão ainda não parece ter afetado de forma significativa o emprego, apesar da subida da inflação, do petróleo e da incerteza económica.

Após ter encerrado a semana anterior a tentar ultrapassar, sem sucesso, a média móvel de 200 dias, situada em torno dos $1,1680, o Eur/Usd iniciou a última semana em queda. O par apresentou um desempenho maioritariamente negativo ao longo da semana, com as perdas a acentuarem-se na sexta-feira, após a divulgação de dados de emprego dos EUA acima do esperado, atingindo os $1,1555, mínimos de inícios de abril. Ainda assim, o indicador MACD mantém um sinal de compra ativo para o par.

| Mercado de trabalho do Canadá melhorou em maio

O mercado de trabalho do Canadá surpreendeu pela positiva em maio, com a criação de 87,8 mil empregos e a taxa de desemprego a recuar para 6,6%, contrariando as expectativas de estabilização nos 6,9%. Este foi o primeiro mês do ano com criação líquida de emprego, recuperando grande parte das perdas acumuladas desde janeiro. Os ganhos foram concentrados em empregos a tempo inteiro e distribuídos por setores como construção, transportes, alojamento e restauração, enquanto o comércio grossista e retalhista registou uma queda significativa. Os dados surgem apesar dos sinais de abrandamento económico e da pressão causada pelas tarifas dos EUA e pela incerteza comercial. Ainda assim, o crescimento salarial desacelerou para 3,2%, um dado relevante para o Banco do Canadá na avaliação das pressões inflacionistas.

Em inícios de março, fez o Eur/Cad renovou de junho de 2025 pelos C$1,56, após uma forte correção onde quebrou em baixa o seu suporte dos C$1,60. Desde então, o par recuperou terreno, tendo conseguido voltar a ultrapassar o nível dos C$1,60 e atingindo máximos de fins de janeiro, acima dos C$1,62. Seguiu-se uma nova correção, que levou o par a quebrar novamente o suporte dos C$1,60 e a atingir recentemente máximos de 2 meses a C$1,6109. Entretanto, na sexta-feira, o par corrigiu, aproximando-se novamente do nível do suporte mencionado.

| Petróleo regressa aos ganhos

O petróleo subiu na semana, beneficiando sobretudo pelo agravamento das tensões no Médio Oriente e pela incerteza em torno das negociações entre os EUA e o Irão. No início da semana, os preços foram suportados pelo aumento da instabilidade na região, numa altura em que os mercados continuaram atentos ao impacto das perturbações no Estreito de Ormuz sobre a oferta global. Ainda assim, os ganhos foram limitados pela expectativa de que a OPEP+ possa aumentar a produção em julho, bem como por sinais de procura mais fraca na China. Na sexta-feira, os preços recuaram após Omã ter confirmado que as operações no porto petrolífero de Mina al Fahal decorriam normalmente, reduzindo os receios de uma nova perturbação na oferta.

Após duas semanas de descidas, o preço do petróleo iniciou com ganhos, tendo rapidamente anulado as perdas das semanas anteriores, ao atingir os $97/barril. Contudo, nas últimas sessões, o par tem vindo a corrigir, aproximando-se novamente do nível dos $90/barril, mas permanecendo com um desempenho positivo na semana. O indicador MACD permanece com o sinal de venda aberto para a matéria-prima.

| Ouro quebrou suporte dos $4500/onça

Durante a semana, o ouro registou um desempenho negativo, condicionado pela valorização do dólar, pela subida das taxas de longo prazo da dívida norte-americana e pelas expectativas em torno da política monetária da FED. No início da semana, o metal precioso foi penalizado pelo regresso das preocupações com a inflação, numa altura em que as tensões no Médio Oriente continuaram a alimentar receios de preços energéticos mais elevados. Na sexta-feira, esse movimento foi acentuado após a divulgação de um relatório de emprego norte-americano mais forte do que o esperado.

Durante várias sessões, o preço do ouro transacionou em torno do suporte dos $4500/onça. Contudo, esta semana, o preço do metal quebrou este valor, atingindo mínimos de 26 de março pelos $4349/onça.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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