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IMF – Eur/Usd renova mínimos de julho de 2025

EUA: Consumo das famílias aumentou mais do que o previsto; Taxa de desemprego no Canadá subiu mais do que o esperado; Petróleo renovou máximos de 2022; Ouro entre os $5000 e $5200 por onça

12:00

| EUA: Consumo das famílias aumentou mais do que o previsto

O consumo das famílias nos EUA registou um aumento (+0,4%) ligeiramente superior ao esperado (+0,3%) em janeiro, reforçando a ideia de que a FED poderá demorar a voltar a reduzir as taxas de juro. Como o consumo representa mais de dois terços da atividade económica norte-americana, estes números mostram que a economia continua relativamente sólida. Ao mesmo tempo, a inflação continua relativamente elevada. O índice de preços PCE, um dos principais indicadores acompanhados, pela Reserva Federal dos EUA, aumentou 0,3% em janeiro. Em termos homólogos, a inflação fixou-se em 2,8%. Por sua vez, a inflação subjacente, que exclui setores mais voláteis, como alimentação e energia, subiu 3,1% face ao mesmo período do ano anterior.

O Eur/Usd voltou a cair na última semana. Inicialmente, o par recuperou algum terreno, chegando a negociar acima dos $1,16, contudo, o sentimento durante o resto da semana foi negativo. Após várias sessões de desvalorização, o Eur/Usd aproximou-se do sue suporte importante a $1,14, tendo renovado mínimos de julho de 2025 nos $1,1435. O par continua a negociar abaixo da média móvel a 200 dias, que atingiu os $1,1676. Já o indicador MACD continua com o sinal de venda aberto.

| Taxa de desemprego no Canadá subiu mais do que o esperado

A taxa de desemprego no Canadá subiu para 6,7% depois do país ter perdido 83 mil empregos em fevereiro. Estes números estão abaixo da criação de 10 mil postos de trabalho e de uma taxa de 6,6% estimada pelo mercado. A queda do emprego ocorreu tanto no setor dos serviços como no setor dos bens e representa uma das maiores descidas em quase 17 anos, excluindo o período durante a pandemia. Nos últimos meses, o mercado de trabalho canadiano tem mostrado sinais de fraqueza, num contexto de crescimento económico mais lento. Parte desta desaceleração está ligada às tarifas impostas pelos EUA a setores importantes como o aço, automóveis, madeira e cobre, que têm levado empresas a adiar investimentos e a reduzir contratações. Só em janeiro e fevereiro foram eliminados cerca de 109 mil empregos.

Em dezembro de 2025, o Eur/Cad quebrou em baixa a linha de tendência ascendente que acompanhava desde março. Desde então, o par lateralizou entre o suporte dos C$1,60 e os C$1,64. No início de março, com o agravamento dos conflitos no Médio Oriente, o par teve uma forte correção, quebrando o suporte mencionado anteriormente. Na última semana, o Eur/Cad alargou essas perdas, renovando mínimos de junho pelos C$1,56.

| Petróleo renovou máximos de 2022

O preço do petróleo (Texas crude oil) iniciou a semana com uma subida acentuada, atingindo máximos de junho de 2022 devido aos cortes na produção de diversos países e à instabilidade no Médio Oriente, tendo registado uma correção temporária apenas após as declarações de Donald Trump sobre o fim próximo do conflito. Numa tentativa de estabilizar o mercado, a Agência Internacional de Energia autorizou na quarta-feira a libertação histórica de 400 milhões de barris de petróleo. Contudo, este reforço das reservas acabou por ser insuficiente para conter a escalada dos preços, que continuaram a subir à medida que o Irão intensificava os ataques a infraestruturas petrolíferas e a navios no Estreito de Ormuz.

O preço do petróleo atingiu, na segunda-feira, os $119,50/barril, máximos desde junho de 2022. Após atingir tal máximo, o preço da matéria-prima corrigiu, chegando a transacionar, por breves momentos, abaixo do suporte dos $80/barril. No decorrer da semana, o preço do petróleo voltou a avançar.

| Ouro entre os $5000 e $5200 por onça

O ouro iniciou a semana com uma queda significativa, pressionado pela força do dólar americano e pelo agravamento de tensões geopolíticas. Na terça-feira, o metal precioso recuperou terreno à medida que o dólar perdia força. Durante o resto da semana, o preço do ouro acompanhou as oscilações da moeda norte-americana, reagindo aos receios de inflação energética.

O preço do ouro oscilou entre os $5000 e os $5200 por onça na última semana. O metal precioso começou a semana com perdas consideráveis, mas conseguiu manter-se acima do suporte dos $5000. Houve depois uma recuperação, com o ouro a transacionar brevemente acima dos $5200.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios

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