IMF – Nonfarm Payrolls: -92 mil empregos em fevereiro
Nonfarm Payrolls: -92 mil empregos em fevereiro; Economia do Reino Unido deverá crescer 1,1% em 2026; Petróleo renovou máximos de outubro de 2023; Ouro encerra semana com perdas
| Nonfarm Payrolls: -92 mil empregos em fevereiro
O relatório de emprego (Nonfarm Payrolls) indicou que a economia dos EUA perdeu 92 mil empregos em fevereiro, contrariando as previsões de um aumento de 59 mil. O valor surge após uma revisão em baixa da criação de emprego em janeiro, de 130 mil para 126 mil postos, e foi influenciado por uma greve de cerca de 31 mil trabalhadores da saúde da Kaiser Permanente, bem como por condições meteorológicas adversas. A taxa de desemprego subiu para 4,4%, face a 4,3% em janeiro, mantendo-se ainda em níveis historicamente baixos. A desaceleração do mercado de trabalho ocorre num contexto de maior incerteza económica, associada às políticas comerciais do presidente Donald Trump e ao impacto de novas tarifas sobre importações, atualmente fixadas em 10% e com perspetiva de subida para 15%. Perante estes riscos e a subida recente dos preços da energia devido ao conflito no Médio Oriente, os economistas antecipam que a Federal Reserve mantenha a taxa diretora no intervalo 3,50%-3,75% na próxima reunião de política monetária (18/03).
A última semana foi negativa para o Eur/Usd, que após o escalar das tensões no Médio Oriente no fim de semana anterior, iniciou a semana em queda, com o dólar a atuar como refúgio. O par quebrou rapidamente um suporte a $1,17, e renovou mínimos de novembro de 2025 perto de $1,1530 na terça-feira. Após renovar esse mínimo o par recuperou parte das perdas, tendo transacionado em torno de $1,16. O Eur/Usd cota abaixo da sua média móvel a 200 dias que subiu para os $1,1672. O par conta com um suporte robusto nos $1,14.
| Economia do Reino Unido deverá crescer 1,1% em 2026
A economia do Reino Unido deverá crescer 1,1% em 2026, segundo as novas projeções do Office for Budget Responsibility, citadas pela ministra das Finanças Rachel Reeves. A estimativa representa uma revisão em baixa face às previsões divulgadas em novembro, que apontavam para um crescimento de 1,4%. Para os anos seguintes, o organismo antecipa uma expansão de 1,6% em 2027 e 2028, e de 1,5% em 2029 e 2030. Estas projeções comparam com a anterior previsão de um crescimento anual de 1,5% entre 2027 e 2030, evidenciando uma ligeira melhoria nas estimativas para 2027 e 2028, mas estabilidade para o final da década.
O Eur/Gbp perdeu terreno na esta semana, depois de ter encerrado a semana anterior em máximos de dezembro de 2025 pelos £0,8789. O par inicialmente quebrou em baixa o nível dos £0,8750, tendo estendido estas perdas nas sessões seguintes. O Eur/Gbp fechou a semana na zona de £0,8670, em mínimos de cerca de 1 mês, alinhado com a média móvel a 200 dias.
| Petróleo renovou máximos de outubro de 2023
Numa semana marcada pela Guerra no Médio Oriente, o preço do petróleo registou ganhos consideráveis, tendo atingido valores não vistos desde abril de 2024. A escalada militar levou os Guardas Revolucionários iranianos a ameaçarem incendiar navios que tentem atravessar o Estreito de Ormuz, onde cerca de 20% do petróleo e gás mundial circula diariamente, o que levou à paralisação do tráfego neste Estreito. Além disso, o Iraque, segundo maior produtor da OPEP, reduziu a produção em cerca de 1,5 milhões bpd devido à incapacidade de exportação, podendo ampliar os cortes para quase 3 milhões bpd se a situação persistir.
O preço do petróleo iniciou a semana com ganhos extensos, tendo a matéria-prima rapidamente ultrapassado as resistências nos níveis dos $78,4/barril e $80/barril. Após ultrapassar esta última, o preço do petróleo acelerou para perto de $90 barril, máximos de outubro de 2023. O indicador MACD continua com o sinal aberto para compra de petróleo.
| Ouro encerra semana com perdas
O ouro iniciou a semana passada a valorizar, depois do escalar das tensões do Médio Oriente. Contudo, na terça-feira, o metal precioso corrigiu, prejudicado pela forte valorização do dólar, e pela preferência dos investidores por liquidez. Estes fatores fizeram com que o preço do ouro encerrasse com variação negativa na semana.
No início da semana, o preço do ouro atingiu novos máximos desde o fim de janeiro, acima dos $5400/onça. Contudo, ao longo da semana, o preço do ouro foi corrigindo, encerrando em torno dos $5100/onça abaixo do nível em que iniciou a semana.
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