Bolsa de Lisboa cai mais de 2% com todas as cotadas no vermelho. Mota-Engil cai quase 4%
A bolsa de Lisboa começa a sessão de terça-feira em queda, recuando às 08:13 horas 2,09% para os 9.078,96 pontos. A praça portuguesa acompanha a tendência das congéneres de Paris e Amesterdão, que à mesma hora também caíam mais de 1,5%. Na segunda-feira, a praça portuguesa terminou a sessão a ceder ligeiros 0,04%.
Os índices europeus de negociação de títulos continuam a ser pressionados pela incerteza provocada pelo conflito no Médio Oriente, com os EUA e Israel a terem indicado que poderá demorar mais algumas semanas.
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As 16 cotadas do índice principal português estão a negociar em terreno negativo no arranque da sessão. A maior queda pertence à Mota-Engil, que cede 3,91% para os 4,920 euros por título. A forte exposição aos mercados internacionais continua a pesar na negociação dos títulos da cotada, que anunciou resultados na madrugada desta terça-feira.
A construtora anunciou os resultados relativos a 2025, reportando lucros de 133 milhões de euros, mais 9% face aos 123 milhões apurados em 2024. Este representa o melhor resultado de sempre da cotada. Já o volume de negócios recuou 11%, de 5.951 milhões para 5.301 milhões de euros. Destaque ainda para a carteira de encomendas que atingiu novo recorde de 16,2 mil milhões de euros.
A administração da Mota-Engil vai ainda propor aos acionistas a distribuição de um dividendo bruto por ação de 0,173 euros, mais 15,6% do que os 0,1497 euros referentes ao exercício de 2024.
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Além da Mota-Engil, os pesos-pesados EDP (- 3,50%) e EDP Renováveis (- 3,70%) estão a pressionar fortemente o PSI. Também o BCP recua 3,28%, com a Ibersol e a Teixeira Duarte a recuarem ambas mais de 2%, naquele que está a ser outro arranque de sessão difícil para as cotadas portuguesas.
A Galp é aquela que menos terreno cede, deslizando 0,33% para os 19,48 euros, depois de na sessão de ontem ter disparado 7,27%, à boleia do aumento dos preços do petróleo e também depois da apresentação de lucros superiores a mil milhões de euros. Tudo conjugado impulsionou as ações da empresa para máximos de dois anos.
A Galp que admitiu nesta segunda-feira que a escalada do conflito no Médio Oriente poderá aumentar os custos operacionais, sobretudo ao nível do transporte marítimo e dos seguros, embora não esteja a enfrentar impactos diretos no abastecimento de petróleo.
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No global, há mais quatro cotadas com quedas inferiores a 1%: a Jerónimo Martins cede 0,54%, a Altri cai 0,64%, a Semapa recua 0,65% e a Navigator desliza 0,78%.
Acompanhe a evolução dos mercados desta terça-feira aqui. E acompanhe os desenvolvimentos do conflito no Médio Oriente aqui.
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