PSI fecha em baixa ligeira em dia de maré vermelha na Europa. Galp trava maiores perdas com disparo de 7%
A petrolífera beneficiou da subida acentuada dos preços do crude após a intervenção militar dos EUA no Irão e também dos resultados apresentados esta segunda-feira, atingindo máximos de dois anos e impedindo que o PSI registasse as quedas expressivas verificadas a nível europeu.
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A bolsa de Lisboa fechou em baixa ligeira esta segunda-feira, com perdas bastante menos expressivas do que as das principais praças europeias, motivadas pela crise no Irão, depois dos ataques de Israel e EUA ao país do Médio Oriente.
O índice de referência nacional, o PSI, recuou 0,04% para 9.272,47 pontos, com 13 dos seus 16 títulos no vermelho, com a Galp a travar as perdas do índice, tendo atingido máximos de dois anos durante a sessão.
A petrolífera somou 7,27% para 19,55 euros, beneficiada não só pelo disparo dos preços do crude, devido à disrupção da oferta no Médio Oriente, mas também por ter apresentado resultados esta segunda-feira.
A Galp Energia encerrou o ano de 2025 com um resultado líquido ajustado recorde de 1.154 milhões de euros, o maior de sempre, com o aumento da produção de petróleo e gás no Brasil e o aprovisionamento & trading de gás natural a mitigarem o efeito combinado das desvalorizações do crude e do dólar
Também a impedirem maiores quedas para o PSI, estiveram as cotadas do grupo EDP. A EDP somou 0,62% para 4,544 euros, enquanto a EDPR avançou 1,12% para 13,51 euros.
Todas as restantes cotadas fecharam no vermelho, com destaque para o peso pesado BCP, que afundou 2,96% para 0,8652 euros. Apenas a Semapa e a sua participada Navigator registaram desempenhos piores, com quedas de 3,16% para 23,00 euros e 2,97% para 3,334. Ainda no setor do papel, com uma vocação fortemente exportadora, a Altri recuou 2,69% para 4,70 euros.
O setor do retalho não fugiu à regra, com quedas de 1,54% para a Sonae, que recuou para 1,984 euros, enquanto a Jerónimo Martins cedeu 0,81% para 22,08 euros.
Já a Mota-Engil, na véspera de apresentação de resultados, recuou 1,63% para 5,12, penalizada pela sua forte exposição aos mercados internacionais.
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