"Bons sinais" nas negociações de paz dão força a Wall Street. Nvidia cai após resultados

Apesar das contas da empresa mais valiosa do mundo não terem convencido, os investidores encontraram um novo catalisador nas palavras do secretário de Estado dos EUA, que vê "alguns bons sinais" vindos das negociações.
AP
Ricardo Jesus Silva 21:14

As esperanças de que possa ainda existir uma via diplomática para acabar com a guerra no Irão acabaram por devolver o apetite pelo risco aos investidores. Os principais índices norte-americanos ainda arrancaram a sessão no vermelho, mas conseguiram inverter o sentido de negociação e encerrar em território positivo, impulsionados por uma queda nos preços do petróleo e um alívio nos juros da dívida norte-americana. 

O otimismo voltou à negociação depois de o secretário de Estado, Marco Rubio, ter dito aos jornalistas que existem "alguns bons sinais" de que um acordo de paz com o Irão pode ser alcançado. Rubio revelou ainda que os mediadores paquistaneses devem viajar esta quinta-feira para Teerão, numa altura em que o país está a analisar a mais recente proposta dos EUA para acabar com o conflito - que, de acordo com uma das várias agências noticiosas do país, esbate algumas diferenças entre as duas partes. 

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O S&P 500 encerrou a sessão com ganhos de 0,17% para 7.445,72 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite acelerou 0,09% para 26.293,10 pontos e o industrial Dow Jones cresceu 0,55% para 50.285,66 pontos. O "benchmark" norte-americano estende assim os seus ganhos semanais, apesar de ter enfrentado grande turbulência no início da semana, quando foi pressionado pelo "fantasma" da inflação, que levou os investidores a reforçarem as apostas de que a Reserva Federal (Fed) vai manter as taxas de juro em terreno restritivo. 

Apesar dos "bons sinais" de que Marco Rubio fala, o Irão não só confirmou que não está disposto a abrir mão dos seus "stocks" de urânio enriquecido, como também estará a discutir com Omã um sistema de portagens permanente que formalizaria o controlo do país sobre o estreito de Ormuz - apesar de, já por várias vezes, Washington ter traçado a livre circulação pela via marítima como uma das suas exigências. 

Apesar de a Nvidia até ter conseguido superar as previsões do mercado em termos de lucros e vendas, a tecnológica não está a conseguir dar o impulso necessário aos mercados para conseguirem contornar o clima de incerteza geopolítica. A fabricante de semicondutores caiu 1,77% para 219,51 dólares, apesar de ter visto as - atingindo um valor recorde. Contudo, a empresa não foi ao encontro das expectativas mais elevadas nas previsões de receitas para o trimestre atual.

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"Os resultados da Nvidia deram um impulso aos mercados asiáticos, mas esse impulso esmoreceu rapidamente, uma vez que a situação no estreito de Ormuz continua por resolver. Com as obrigações do Tesouro a 30 anos firmemente acima dos 5%, os investidores estão a ter dificuldade em acompanhar uma recuperação que já registou uma subida tão acentuada", explica Dave Mazza, diretor executivo da Roundhill Financial, à Bloomberg. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Tesla acelerou 0,14% para 417,85 dólares, depois de a SpaceX, também liderada por Elon Musk, ter apresentando aos reguladores o prospeto para avançar com uma entrada em bolsa. O documento revela que a fabricante de foguetões pretende entrar em bolsa em junho e, no ano passado, 

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