Cessar-fogo prolongado dá novos máximos históricos ao S&P 500 e ao Nasdaq Composite

O mercado bolsista norte-americano começa a deixar as preocupações com a guerra para trás, focando-se na época de resultados. O Bank of America e o Morgan Stanley fecharam as contas dos "big six" da banca dos EUA e os investidores reagiram com euforia.
Wall Street.
Richard Drew / AP
Ricardo Jesus Silva 15 de Abril de 2026 às 21:11

Os principais índices norte-americanos encerraram a sessão desta quarta-feira sem rumo, mas com o S&P 500 e o Nasdaq Composite a atingirem novos máximos históricos, numa altura em que os mercados começam a deixar as preocupações com a guerra para trás. Os EUA e o Irão estão a considerar estender o cessar-fogo por mais duas semanas, de forma a permitir mais tempo para negociar um acordo de paz, uma vez que as tréguas em vigor terminariam na próxima terça-feira, dia 21 de abril.

Neste contexto, o S&P 500, depois de ter alcançado níveis pré-guerra na sessão anterior, encerrou a negociação com ganhos de 0,80% para 7.022,95 pontos, atingindo um novo máximo histórico nos 7.026,24 pontos. Já o industrial Dow Jones perdeu 0,15% para 48.463,72 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite saltou 1,59% para 24.016,02 pontos, alcançando um novo recorde intradiário nos 24.026,56 pontos

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Os , entre as quais se inclui a reabertura do estreito de Ormuz e o enriquecimento de urânio por parte do Irão, de acordo com fontes citadas pela agência Bloomberg. "A ausência de tensões desencadeou esta última subida do mercado e os indicadores técnicos apontam para que as ações e as obrigações continuem a valorizar", escreve Steven Blitz, economista-chefe para os EUA da TS Lombard, citado pela Bloomberg. 

Apesar de a paz ainda não ter sido alcançada, o mercado bolsista já conseguiu deixar para trás as incertezas trazidas pela guerra - nomeadamente nos preços da energia, que podem levar a escalada da inflação e, consequentemente, a um aperto da política monetária em vários blocos económicos. Uma boa parte dos índices globais já conseguiram dar a volta às perdas e encontra-se já a negociar com valorizações face ao último dia de fevereiro - data em que eclodiu a guerra no Médio Oriente. 

Os investidores estiveram ainda a reagir aos mais recentes resultados da banca norte-americana, que fechou o primeiro trimestre de 2026 com os lucros mais elevados de sempre. Esta quarta-feira, foi a vez do Bank of Americana e o Morgan Stanley darem a conhecer o seu desempenho ao mercado e - ao contrário do que aconteceu nos últimos dois dias - a reação dos investidores foi bastante positiva. 

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O Bank of America saltou 1,82% para 54,32 dólares, depois de ter visto o seu resultado líquido crescer 17% para 8,6 mil milhões de dólares - o valor mais elevado em quase duas décadas. Por sua vez, o Morgan Stanley disparou 4,52% para 191,62 dólares, após, tal como o rival, ter conseguido superar as expectativas dos analistas e ter visto o lucro crescer 29% para 5,57 mil milhões de dólares. 

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