CTT tombam 6%, Sonae cai 3% e Jerónimo Martins recua 2% na abertura de Lisboa
A bolsa de Lisboa começa a sessão desta quinta-feira em queda, acompanhando às 08:14 horas a tendência das praças de Paris (- 1,05%) e Amesterdão (- 1,29%), num dia que está a ser marcado pelo escalar do conflito no Médio Oriente e pelo aumento nos preços dos bens energéticos. O PSI recua 1,16% para os 9.029,10 euros.
A praça portuguesa está a ser varrida por uma maré vermelha, com as cotadas que apresentaram resultados depois do fecho da sessão de quarta-feira a apresentarem as movimentações mais expressivas.
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Os CTT estão a cair 6,59% para os 6,24 euros por título. A empresa que registou um lucro de 50,7 milhões de euros em 2025, uma subida de 11,4% face ao ano anterior, e propôs o pagamento de um dividendo de 0,19 euros, mas que não está a convencer por completo os investidores. A empresa apontou que os efeitos do conflito no Médio Oriente e também as consequências do mau tempo que afetou Portugal entre janeiro e fevereiro vão ter um impacto negativo no primeiro trimestre deste ano. Apesar destes contratempos, os CTT mantêm o "guidance" de crescimento para o corrente ano. Já nesta quinta-feira de manhã, os CTT receberam "luz verde" da Comissão Europeia à parceria e joint-venture com a DHL para o mercado ibérico.
A segunda maior queda pertence à Sonae que recua 3,28% para os 1,886 euros por ação. A empresa teve um resultado líquido de 247 milhões de euros em 2025, uma subida de 11% face ao ano anterior, enquanto o volume de negócios atingiu o valor recorde de aproximadamente 11,4 mil milhões de euros. No entanto, segundo os analistas ouvidos pela Bloomberg, eram esperados lucros na ordem dos 286 milhões de euros. A empresa liderada por Cláudia Azevedo vai propor o pagamento de um dividendo de 0,06217 euros por ação.
Também a Jerónimo Martins está em queda após a apresentação de resultados. A retalhista cai 2,69% para os 20,96 euros por ação. A empresa fechou o ano passado com lucros de 646 milhões de euros, valor que traduz um aumento de 7,9%, e as vendas aumentaram 7,6% em 2025 para 35.991 milhões de euros, proponde também pagar um dividendo de 0,65 euros. Mas segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, as perspetivas cautelosas para 2026 estão a tirar apetite aos investidores pelos títulos da cotada.
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No global, há 14 cotadas a negociarem em terreno negativo, com destaque ainda para as quedas acima de 2% da Mota-Engil e da Semapa, bem como para os recuos superiores a 1% da Teixeira Duarte e do BCP.
As duas empresas que no arranque da sessão não estão em terreno negativo são a Ibersol, que mantém-se ainda inalterada, e a Galp que avança 1,08% para os 21,58 euros, à boleia do salto dos preços do petróleo nos mercados internacionais e que já atingiu na manhã desta quinta-feira os 114 dólares por barril.
(Notícia atualizada às 08:47 horas para incluir informação sobre impactos esperados pelos CTT)
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