Galp corrige após atingir novo máximo de 10 anos e anunciar resultados acima do esperado
Os investidores ficaram agradados com os resultados do primeiro semestre que a Galp Energia anunciou esta segunda-feira, antes da abertura da sessão.
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As acções até fecharam em queda, mas ao longo da sessão a petrolífera liderada por Carlos Gomes da Silva atingiu um novo máximo de mais de 10 anos. As acções fecharam a cair 0,63% para 17,395 euros, sendo que ao longo da sessão chegaram a valorizar 1,4% para 17,75 euros.
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Esta é a cotação mais elevada desde Maio de 2008, que traduz uma capitalização bolsista cada vez mais próxima da barreira dos 15 mil milhões de euros. E que reforça o estatuto da Galp como a cotada mais valiosa da bolsa portuguesa, quase a 2 mil milhões de euros acima da segunda (EDP) e quase duplicando o valor bolsista da terceira (Jerónimo Martins tem uma capitalização bolsista inferior a 8 mil milhões de euros).
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Este foi a terceira sessão seguida de ganhos para a Galp Energia, que no acumulado do ano está a valorizar 15%, sendo a principal responsável pelo desempenho do PSI-20 (+4,4% em 2018).
O desempenho positivo no arranque da semana surge depois de a Galp ter anunciado resultados que ficaram acima do esperado pelos analistas e levaram a cotada a elevar as suas estimativas para a globalidade do ano.
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A Galp Energia fechou o primeiro semestre deste ano com lucros de 387 milhões de euros, o que traduz uma subida de 68% face ao mesmo período do ano passado. O EBITDA aumentou em 354 milhões de euros para 704 milhões, impulsionado pelo aumento da produção e pela subida dos preços médios de venda.
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Considerando apenas o segundo trimestre do ano, o resultado líquido da empresa liderada por Carlos Gomes da Silva subiu 63% para 251 milhões de euros, acima das estimativas dos analistas que acompanham a empresa, que apontavam para lucros de 212 milhões de euros.
Considerando o desempenho operacional dos primeiros seis meses do ano e a subida dos preços do petróleo, a Galp estima agora que o EBITDA do conjunto do ano supere os 2,1 mil milhões de euros, o que compara com o intervalo entre 1,8 e 1,9 mil milhões de euros avançado a 20 de Fevereiro. As previsões para o investimento mantêm-se entre 1,0 e 1,1 mil milhões.
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No comentário a estes resultados, os analistas do BPI salientam que o EBITDA ficou 7% acima das suas estimativas devido à actividade de "upstream" e investimento operacional mais reduzido que o estimado.
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No que diz respeito às estimativas para a totalidade do ano, o BPI já apontava para um EBITDA de 2,2 mil milhões de euros em 2018, mas salienta que existem riscos para uma revisão em alta desta previsão.
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