Intel cai 17% e divide Wall Street. S&P 500 fecha a segunda semana consecutiva de perdas

Depois de duas sessões de grandes recuperações, Wall Street dividiu-se com a Intel a pressionar por um lado e o alívio das tensões geopolíticas a darem força por outro.
Andrej Sokolow/AP
Ricardo Jesus Silva 21:11

Os principais índices norte-americanos encerraram a derradeira sessão da semana divididos entre ganhos e perdas, com a Intel a afundar em bolsa e a atirar o industrial Dow Jones para território negativo. Já o "benchmark" dos EUA, o S&P 500, não conseguiu cavalgar o otimismo que viveu nos últimos dois dias, quando o recuo de Donald Trump nas tarifas a oito países europeus afastou alguns receios em torno do cenário geopolítico global - embora não tenha acalmado os investidores de vez. 

O S&P 500 fechou a sessão na linha d'água, com pequenos ganhos de 0,03% para 6.915,61 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite acelerou 0,28% para 23.501,24 pontos. Já o Dow Jones deslizou 0,58% para 49.098,71 pontos, apesar de os mais recentes dados sobre a vitalidade da economia norte-americana apontarem para um paradigma mais robusto daquele que era inicialmente previsto pelos economistas.

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"Os movimentos do mercado desta semana são um recado importante para os investidores não permitirem que as manchetes políticas de Washington afetem as suas carteiras e para serem oportunistas quando as ações sucumbirem ao risco das manchetes", explica Alexander Guiliano, da Resonate Wealth Partners, à Bloomberg. As ações globais enfrentarem um elevado nível de turbulência esta semana, devido aos avanços e recuos do Presidente dos EUA em relação às suas ações para conseguir convencer os parceiros europeus a deixarem a Casa Branca anexar a Gronelândia.

No entanto, e deixar os investidores mais pessimistas, os resultados da Intel não foram animadores. A empresa, que foi alvo de grandes ajudas do Estado norte-americano para sobreviver, afundou 17% para 45,09 dólares esta sexta-feira, isto depois de ter . A tecnológica informou os mercados que está a ter dificuldade em responder à grande procura dos seus "chips" utilizados em centros de dados. 

Os investidores aguardam agora novos catalisadores para aumentarem a sua exposição às ações norte-americanas e estes podem chegar já na próxima semana, com a Apple, a Tesla e a Microsoft - três das maiores empresas do mundo - a apresentarem resultados. Mais do que os lucros trimestrais, o mercado vai estar atentos às previsões para o resto do ano, de forma a avaliar se as atuais avaliações são justificadas e até mesmo sustentáveis no longo prazo. 

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Por sua vez, a Nvidia, que é a última das "Sete Magníficas" a divulgar contas ao mercado, avançou 1,54% para 187,68 dólares esta sessão, após ter sido reportado que as autoridades chinesas disseram a grandes empresas do país, como o grupo Alibaba e a ByteDance - dona do TikTok - para prepararem encomendas dos "chips" H2000 da tecnológica.

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