Investidores aproveitam fortes quedas para reforçar posições. Wall Street fecha no verde
Os principais índices norte-americanos terminaram a sessão desta terça-feira com ganhos robustos, impulsionados por uma recuperação do setor tecnológico depois das fortes quedas de ontem, causadas por receios em torno da disrupção que ferramentas de inteligência artificial (IA) poderão vir a ter em diversos setores. O sentimento dos investidores foi ainda impulsionado por novos dados económicos que apontaram para uma melhoria na confiança dos consumidores norte-americanos.
O “benchmark” S&P 500 subiu 0,77%, para os 6.890,07 pontos. Já o Nasdaq Composite pulou 1,04%, para os 22.863,68 pontos. O Dow Jones, por sua vez, valorizou 0,76% para os 49.174,50 pontos.
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Embora algumas das preocupações em relação à IA poder vir a tornar certos setores obsoletos, nomeadamente o das empresas de software, o efeito mais amplo no mercado tem sido uma moderação saudável do otimismo, de acordo com Anthony Saglimbene, da Ameriprise. À Bloomberg, o especialista defendeu que “esta mudança na psicologia dos investidores, se for duradoura, poderá ajudar a reduzir as probabilidades de as avaliações se desvincularem da realidade e deixar um ambiente mais construtivo para a saúde do mercado a longo prazo”.
Os investidores estão agora a preparar-se para os resultados da Nvidia na quarta-feira, e é esperado que a fabricante de chips supere as expectativas dos analistas na sua apresentação de contas. Os números da empresa mais valiosa do mundo em termos de capitalização bolsista irão “acalmar ou exacerbar” os receios em relação à IA, disse à agência de notícias financeiras David Laut, da Kerux Financial. “Não teremos todas as respostas esta semana, mas os investidores preocupados estão ansiosos por clareza”, acrescentou.
Ainda antes dos resultados da fabricante de semicondutores, o Presidente norte-americano, Donald Trump, fará o discurso do Estado da União na terça-feira à noite (horário dos EUA), onde se espera que o republicano detalhe as prioridades do seu Governo para este ano. Os mercados irão também seguir de perto o discurso de Trump à procura de maior clareza sobre o que é esperado em relação ao Irão e sobre a política comercial dos EUA.
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Noutro ponto, e semanas depois de a Anthropic ter provocado um colapso nos índices bolsistas com o lançamento de ferramentas que levantaram questões sobre o potencial de a IA tornar obsoletas certas empresas, a startup anunciou que está a expandir o alcance do seu “chatbot” Claude para novos setores. Também destacou que o Claude procura integrar-se em vez de substituir sistemas existentes, observou Adam Crisafulli, da Vital Knowledge. “Esta mensagem da Anthropic de ‘estamos aqui para ajudar, não para prejudicar’ está a ajudar a desencadear uma recuperação bastante saudável no setor de software”, disse Crisafulli, citado pela Bloomberg.
No que toca aos dados económicos, o Índice de Confiança do Consumidor do "think tank" Conference Board aumentou 2,2 pontos em fevereiro, para 91,2 pontos. "A confiança [dos consumidores] aumentou em fevereiro, após uma queda em janeiro, à medida que as expectativas pessimistas dos consumidores em relação ao futuro diminuíram um pouco", de acordo com Dana M. Peterson, economista-chefe do The Conference Board. "No entanto, o indicador ainda permaneceu bem abaixo do pico de quatro anos alcançado em novembro de 2024 (112,8 pontos)", escreveu Dana Peterson numa nota publicada pelo "think tank".
Entre os movimentos do mercado, a Advanced Micro Devices (AMD) disparou quase 9%, depois de a Meta ter fechado um acordo multimilionário com a fabricante de chips que poderá ainda levar a dona do Facebook a adquirir uma participação de 10% na AMD. Já a Texas Instruments caiu 3%, devido a preocupações com os pesados investimentos que a fabricante de semicondutores tem levado a cabo.
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