Lisboa fecha no vermelho em dia misto na Europa. Sonae perde 4,5%
A bolsa de Lisboa fechou em baixa esta quinta-feira, num dia misto nível europeu, com os investidores reticentes perante a continuação do impasse no conflito no Médio Oriente e alguns resultados empresariais abaixo das expectativas.
O índice de referência nacional, o PSI, desceu 0,22% para 9.227,99 pontos, com nove dos seus 16 títulos no verde, interrompendo três sessões de ganhos.
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O índice foi pressionado pela Sonae, que afundou 4,46% para 1,886 euros, no seguimento da apresentação de resultados após o fecho da sessão na quarta-feira. O grupo nortenho foi penalizado apesar de ter obtido um resultado líquido de 47 milhões de euros no primeiro trimestre, mais 11% do que em igual período do ano passado, alcançando vendas recorde.
A Mota-Engil seguiu-se na tabela de perdas, mas devido ao efeito de ter entrado em ex-dividendo. A construtora perdeu 2,39% para 4,75 euros, antes de começar a pagar o dividendo referente a 2025 na segunda-feira.
Os pesos pesados Jerónimo Martins e Galp também ficaram do lado das quedas, com a retalhista a recuar 0,58% para 18,83 euros, enquanto a petrolífera cedeu 0,25% para 19,70 euros, apesar da subida do crude nos mercados internacionais.
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Do lado dos ganhos, destaque para a EDPR, que liderou a tabela verde com uma progressão de 1,90% para 14,46 euros, travando perdas maiores para o índice. Numa semana marcada pela consolidação da unidade de energias renováveis brasileira na EDP local, a casa-mãe subiu 0,72% para 4,462 euros.
Esta quinta-feira, a EDP lançou uma emissão de dívida "verde" com um prazo indicativo de sete anos, com a taxa de juro a dever situar-se em torno dos 4%, de acordo com a Bloomberg.
Também o BCP conseguiu fechar em alta, com ganhos de 0,56% para 0,9616 euros.
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