SpaceX e Irão levam Wall Street a ganhos. Empresa de Musk dispara 19% na estreia
Os principais índices norte-americanos terminaram a última sessão da semana com ganhos em toda a linha. O sentimento dos investidores foi impulsionado por crescentes expectativas de que um acordo entre os Estados Unidos e o Irão poderá estar prestes a ser assinado, com declarações positivas a chegar de ambas as partes, assim como pela estreia da SpaceX em bolsa após a maior oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de sempre.
Neste contexto, o S&P 500 subiu 0,50%, para os 7.431,46 pontos. O Nasdaq Composite, por sua vez, ganhou 0,31%, para os 25.888,84 pontos. Já o Dow Jones avançou 0,70%, para os 51.202,26 pontos.
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A empresa espacial de Elon Musk disparou em bolsa na sua primeira sessão. A cotada ligada aos setores aeroespacial e da inteligência artificial somou 19,22%, para os 160,95 dólares por ação nesta sexta-feira, alcançando, assim, uma capitalização bolsista de 2,10 biliões de dólares. Durante o dia, chegou a atingir os 176,52 dólares por ação.
"É certamente difícil acreditar que uma pequena empresa que começou num armazém em El Segundo esteja agora a entrar em bolsa com a maior oferta pública inicial de sempre", foram as palavras escolhidas pelo multimilionário que tocou o sino na sede da empresa no Texas, ao mesmo tempo que a presidente Gwynne Shotwell o fez em Nova Iorque. "Para ser claro", acrescentou, "atribuí à SpaceX menos de 10% de hipóteses de ter sucesso. Na verdade, eu disse às pessoas que provavelmente íamos falhar, mas que devíamos tentar, porque se não houver uma nova empresa a entrar no espaço, nunca seremos uma civilização verdadeiramente espacial". "É disso que trata a SpaceX: tirar a ficção da ficção científica e criar um futuro emocionante e inspirador para todos", concluiu.
O CEO da empresa é um dos principais beneficiários da abertura do capital da SpaceX, sendo a primeira pessoa do mundo cuja fortuna atingiu a fasquia de um bilião de dólares, de acordo com o índice de multimilionários da Bloomberg.
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No plano geopolítico, o Presidente norte-americano, Donald Trump, disse acreditar que um acordo com o Irão poderá ser assinado durante o fim de semana ou na segunda-feira, de acordo com uma publicação de um repórter da Axios no X.
Ao mesmo tempo, um alto funcionário da administração Trump, citado pela Bloomberg, revelou que há entre 80% a 85% de probabilidades de um acordo ser assinado. Nesta linha, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, escreveu numa publicação nas redes sociais que o Memorando de Entendimento de Islamabad “nunca esteve tão próximo” de ser assinado. Estas palavras foram corroboradas pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que sublinhou, por sua vez, que “foi alcançado um texto final e acordado do acordo de paz” e que o país - que tem assumido o papel de mediador entre Washington e Teerão - está a trabalhar com ambas as partes “para finalizar os próximos passos”.
E à medida que a queda dos preços do petróleo se acentuou, com o West Texas Intermediate - de referência para os EUA - a fechar o dia abaixo dos 85 dólares por barril, as preocupações com as pressões inflacionistas diminuíram, com os investidores a adiarem as suas apostas num aumento das taxas de juro da Reserva Federal para o próximo ano. Dados divulgados nesta sexta-feira mostraram uma melhoria na confiança dos consumidores do lado de lá do Atlântico, a par de uma diminuição das expectativas de inflação.
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“Esperamos que as pressões inflacionistas diminuam após o abrandamento do conflito no Irão e a consequente melhoria nas cadeias de abastecimento”, referiu à agência de notícias financeiras Jeff Roach, da LPL Financial. “Mas se o conflito no Irão se mantiver ao longo do verão, devemos esperar que ventos contrários mais fortes da inflação venham a travar a trajetória de crescimento”, acrescentou.
Já no que toca às “sete magníficas”, a Nvidia subiu 0,16%, a Apple caiu 1,52%, a Tesla pulou 1,82%, a Alphabet avançou 0,45%, a Amazon caiu 1,23%, a Meta cedeu 0,26% e a Microsoft valorizou 0,10%.
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