"Tempestade perfeita" leva Wall Street ao vermelho. IBM afunda 13%

Receios em torno da disrupção em vários setores causada pela IA, incerteza em relação às políticas comerciais da Administração Trump e preocupações geopolíticas pressionaram o sentimento dos investidores durante a primeira sessão de uma semana que será marcada pelos resultados da Nvidia. A IBM teve o seu pior dia em bolsa desde 2000.
Wall Street
AP/Richard Drew
João Duarte Fernandes 21:23

Os principais índices norte-americanos fecharam a primeira sessão da semana com fortes perdas, à medida que cresce a ansiedade dos investidores em relação à inteligência artificial, fator que, , acabou por “sufocar” o apetite dos investidores pelo risco.

O “benchmark” S&P 500 perdeu 1,04%, para os 6.837,75 pontos. Já o Nasdaq Composite recuou 1,13%, para os 22.627,27 pontos. O Dow Jones, por sua vez, desvalorizou 1,66% para os 48.804,06 pontos.

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Ações de empresas de tecnologia, entregas e pagamentos foram afetadas depois de a Citrini Research ter apresentado um relatório sobre os potenciais riscos da inteligência artificial para vários setores num futuro próximo. Nesta linha, a DoorDash e a American Express caíram mais de 6,50%, ao passo que a International Business Machines (IBM) afundou 13% - a sua maior queda desde 2000 -, depois de a Anthropic ter dito que o chatbot Claude pode ajudar a modernizar a linguagem de programação COBOL, o que ajudou a que um cabaz de empresas de software perdesse cerca 5%.         

A liquidação do setor de software é um lembrete do que pode acontecer quando setores impulsionados pelo ímpeto [da IA] entram em reversão”, disse à Bloomberg Steve Sosnick, da Interactive Brokers. “A questão mais importante é saber quantos setores poderão entrar em reversão antes de arrastar o mercado como um todo com eles”, acrescentou o especialista.

Já no plano comercial, os mercados seguem a avaliar o potencial impacto das , depois de o ” que a Casa Branca decidiu aplicar aos seus parceiros comerciais em abril.

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“A tensão em torno das tarifas provavelmente será um tema perturbador para os mercados durante o resto do ano, embora com menos volatilidade do que o choque inicial em abril passado”, referiu à agência de notícias financeiras Michael Landsberg, da Landsberg Bennett Private Wealth Management.

Os mercados aguardam agora pelo discurso do Estado da União de Trump na terça-feira - madrugada de quarta-feira em Portugal - e os resultados da Nvidia na quarta-feira, além de importantes dados económicos que serão divulgados ao longo da semana.

Entre os movimentos do mercado, a Gilead Sciences cedeu 1,04%, que disparou mais de 77% - num negócio avaliado em cerca de 7,8 mil milhões de dólares. Já a PayPal, empresa pioneira em pagamentos digitais, subiu mais de 5%, depois de se saber que estará a atrair atenções de potenciais compradores após um período prolongado de quedas em bolsa, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto citadas pela Bloomberg.

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Entre as "big tech”, a Nvidia subiu 0,91%, a Apple ganhou 0,60%, a Alphabet desvalorizou 1,02% e a Amazon caiu 2,30%, a Meta perdeu 2,81% e a Microsoft tombou 3,21%.

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