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Ameaça de escalada no Irão pinta Wall Street de vermelho. Nasdaq cai mais de 2%

Trump tanto quer um acordo com o Irão como ameaça o país com uma nova escalada dos ataques. Com o conflito longe de acabar, os investidores voltaram a fugir do risco e as tecnológicas acabaram por ser as mais penalizadas. A dona do Facebook caiu quase 8%.

Wall Street.
Wall Street. Richard Drew / AP
20:17

As principais praças norte-americanas encerraram a sessão desta quinta-feira pintadas de vermelho, num dia marcado pela promessa de Donald Trump de escalar ainda mais o conflito no Médio Oriente. O Presidente dos EUA chegou a ameaçar o Irão com uma ofensiva militar mais dura caso o país não começasse a levar as negociações "a sério", mas, horas depois, já dizia que afinal não estava disposto a alcançar um acordo com o regime iraniano. Por sua vez, a República Islâmica acusou Washington de usar a diplomacia como manobra de diversão e respondeu formalmente ao plano de 15 pontos da Casa Branca com cinco exigências para acabar com a guerra. 

O S&P 500 encerrou a sessão a perder 1,74% para 6.477,16 pontos, enquanto o industrial Dow Jones caiu 1,01% para 45.960,11 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite deslizou 2,38% para 21.408,08 pontos. O chamado índice do "medo" de Wall Street voltou a acelerar e os preços do petróleo dispararam mais uma vez, com o West Texas Intermediate - de referência para os EUA - a ultrapassar os 95 dólares pela primeira vez desde segunda-feira. 

Os juros das obrigações norte-americanas acabaram por escalar, tocando os 4,4%, depois de uma emissão de dívida por parte do Tesouro dos EUA ter atraído pouca procura e um membro do Banco Central Europeu (BCE) ter voltado a apontar para a possibilidade da autoridade monetária subir as taxas de juro já em abril. "De um modo geral, o mercado foi atingido por um duplo golpe: a sugestão de subida das taxas por parte do BCE e uma conferência de imprensa de Trump que, na minha opinião, parecia um prenúncio de um próximo passo 'mais invasivo' no conflito", explica Mark Malek, diretor de investimentos da Siebert Financial, à Bloomberg. 

De acordo com a agência de notícias Fars, o Irão estará a preparar um projeto de lei para introduzir taxas às embarcações que queiram passar pelo estreito de Ormuz - . Ao mesmo tempo, a administração Trump está a preparar-se para um e o impacto para a economia será extremamente severo - alimentando os receios dos investidores de um conflito prolongado. 

A incerteza continua, assim, a reinar em Wall Street e o CEO da BlackRock não ajudou a melhorar o cenário. Rob Kapito considera que os investidores estão a subestimar o impacto da guerra no Irão e antecipa que, mesmo que o conflito acabasse no curto prazo, as disrupções já causadas no abastecimento global de crude levem a matéria-prima aos 150 dólares por barril. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Olaplex disparou 51,13%, depois de a alemã Henkel ter concordado em comprar o seu negócio de produtos capilares por 1,4 mil milhões de dólares. Já as "megacaps" Nvidia e Meta foram as que mais pesaram no setor tecnológico, registando perdas respetivas de 4,16% e 7,92%, pressionadas pela escalada dos juros das obrigações norte-americanas. 

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