Bolsa Bolsa de Lisboa cai arrastada por BCP em dia de máximo da Corticeira

Bolsa de Lisboa cai arrastada por BCP em dia de máximo da Corticeira

A praça nacional destoou da maioria das pares europeias, com o sector financeiro e a Pharol a penalizarem as negociações. Ganhos da Corticeira Amorim depois de revisão de preço-alvo estancaram maiores perdas.
A carregar o vídeo ...
Paulo Zacarias Gomes 04 de abril de 2017 às 16:42

A praça portuguesa fechou a sessão desta terça-feira, 4 de Abril, com a segunda queda consecutiva, afastando-se da barreira dos 5.000 pontos, com os títulos do BCP, da Pharol e dos CTT a penalizarem e apesar do máximo histórico registado pela Corticeira Amorim, que liderou os ganhos.


O PSI 20 terminou o dia nos 4.956,46 pontos, num recuo de 0,23% com sete títulos em queda e 12 em terreno positivo, a destoar da maioria das praças europeias. Ao lado de Lisboa, apenas Atenas experimentou sinal vermelho.


A liderar as quedas no principal índice nacional esteve o BCP, que caiu 4,73% para 0,1811 euros, na pior sessão em quase dois meses e somando a terceira sessão consecutiva de perdas, uma série em que viu o seu valor cair mais de 7% depois das fortes valorizações da semana passada, que levaram o valor por acção a disparar 15% em quatro dias.

Perdas partilhadas pelos restantes títulos do sector financeiro, dentro e fora do PSI-20. O Montepio - em dia de assembleia-geral da Associação Mutualista, dona da Caixa Económica, para transformação do banco em sociedade anónima - recuou 0,48% para 0,418 euros e o BPI perdeu 0,47% para 1,05 euros.


Também a contribuir para os recuos esteve a Pharol, maior accionista da brasileira Oi. Depois de se saber que o Goldman Sachs está actualmente detentora de 5% daquela operadora, os títulos da empresa liderada por Luís Palha da Silva derraparam 2,67% em Lisboa e terminaram o dia a valer 0,364 euros.

Ainda a pesar estiveram os papéis da Sonae (caíram 0,98% para 0,911 euros) e dos CTT (-1,25% para 5,066 euros). 

A atenuar maiores perdas na praça esteve a Corticeira Amorim, que registou um máximo histórico de fecho após o preço-alvo das acções da industrial ter sido revisto em alta pelo Haitong para os 12 euros. Um valor que dá um potencial de valorização aos títulos da companhia liderada por António Rios de Amorim de 11,83%, tendo em conta a cotação de fecho desta terça-feira: 10,73 euros, a disparar 4,73%.

Igualmente do lado dos ganhos esteve a generalidade do sector energético, com destaque para a EDP Renováveis, que somou 1% para os 6,99 euros, enquanto a Galp acompanhou os ganhos do preço do barril de petróleo nos mercados internacionais (superiores a 1%) e acumulou 0,88% para 14,275 euros. 

Fora do índice entre os maiores ganhos voltou a estar a Teixeira Duarte, fechando o dia com um impulso de 9,89% para 0,289 euros, valor que configura um máximo de um ano

No resto das praças europeias os ganhos desta terça-feira não foram suficientes para recuperar da perda da sessão anterior vivida pelo Stoxx 600 - índice de referência para as acções europeias -, tendo sido sustentados por valorizações das acções dos sectores das matérias-primas, petróleo e gás, serviços financeiros e imobiliário.

(Notícia actualizada às 16:53 com mais informação)




pub

Marketing Automation certified by E-GOI