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Bolsa nacional com a maior queda em mês e meio. BCP e Galp deslizam mais de 3%

A bolsa nacional não conseguiu escapar às quedas pronunciadas vividas esta quinta-feira no resto da Europa. A pesar estão os receios em torno do crescimento económico mundial. Na praça lisboeta destaque para a descida superior a 3% do BCP e da Galp.

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Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 07 de Fevereiro de 2019 às 16:45
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O principal índice da bolsa nacional terminou o dia a cair mais de 1,5%, numa sessão marcada por quedas acentuadas em várias congéneres europeias. O abrandamento económico, confirmado pelas novas previsões de Bruxelas e do Banco de Inglaterra, conjugado com as quedas pronunciadas no setor automóvel e com novo desânimo em relação às negociações comerciais entre os EUA e a China, ditaram um desfecho negro nas bolsas europeias.

O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, perde mais de 1%, com o setor automóvel a ceder mais de 4%, num dia em que a Fiat foi o destaque, ao descer mais de 10%. A Fiat Chrysler afundou em bolsa, depois de ter apresentado previsões mais baixas do que o esperado para este ano e de ter reportado números relativos ao mercado da América do Norte que desapontaram os analistas.

O setor automóvel destacou-se assim, num dia de perdas para a generalidade dos setores. A contribuir para este desânimo estão as novas previsões económicas da Comissão Europeia, que antecipa que 2019 será o pior ano de retoma da economia da Zona Euro. O Banco de Inglaterra juntou-se ao coro de pessimismo, estimando uma travagem da economia do Reino Unido. O produto interno bruto (PIB) britânico deverá crescer ao ritmo mais lento da última década. E a justificar tal desempenho está o impasse e as complicações associadas ao Brexit, bem como a travagem da economia mundial. 

A contribuir para o aprofundar das quedas nas bolsas mundiais estão também as declarações de Larry Kudlow, conselheiro da Casa Branca. O responsável disse que ainda há uma longa distância para percorrer até que as negociações comerciais entre os EUA e a China cheguem a bom porto, o que aumenta os receios em torno desta questão e do seu impacto no crescimento económico.


E neste contexto, a bolsa nacional não escapou. O PSI-20 cedeu 1,52% para 5.136,20 pontos, com 17 ações em queda e apenas uma em alta. Esta foi a queda mais acentuada da bolsa nacional desde o dia 17 de dezembro.

Destaque para as ações do BCP, que caíram deslizaram 3,98% para 0,2319 euros, e para a Galp Energia, que  fechou a sessão a perder 3,3% para 13,77 euros, num dia em que o BPI publicou uma nota de análise, onde cortou a avaliação da petrolífera. Os novos números antecipam uma margem de refinação mais baixa do que o esperado, bem como uma contribuição menor da unidade de Gas & Power. O BPI desceu a sua estimativa de EBITDA recorrente de 2018 em 4% para 2,24 mil milhões de euros.

Ainda no setor da energia, a EDP recuou 0,65% para 3,209 euros e a EDP Renováveis perdeu 0,06% para 7,875 euros. 

A única cotada que conseguiu contrariar a tendência foi a Corticeira Amorim, ao subir 0,1% para 9,86 euros.

De resto, o vermelho imperou, com a Navigator e a Altri a caírem mais de 1%, os CTT a cederem mais de 1,5% e a Mota-Engil a cair quase 4%.

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