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Bolsa nacional quebra com CTT e REN a caírem mais de 2%

A bolsa nacional segue a tendência da maioria das praças europeias e cai quase 1%. Os mercados cedem na sombra do abrandamento da economia dos dois lados do Atlântico e, por cá, as cotadas reagem a diversas recomendações e avaliações dos analistas.

Miguel Baltazar/Negócios
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 22 de Março de 2019 às 11:41
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A bolsa nacional abriu em alta mas rapidamente inverteu a tendência, tal como a maioria das praças europeias. O principal índice nacional, o PSI-20, segue a perder 0,98% para os 5.215,98 pontos, desempenho para o qual estão a contribuir treze cotadas em queda e apenas três a subir e duas inalteradas.

As bolsas do Velho Continente pintam-se de vermelho depois de terem sido revelados indicadores económicos negativos, relativos a março, para duas das referências europeias: Alemanha e França. Berlim acusa uma travagem da atividade económica, com o indicador PMI a registar o valor mais baixo em quase seis anos. Já Paris vê mesmo uma contração da atividade

O abrandamento da economia europeia é evidenciado, através destes indicadores, numa altura em que o tema se tem tornado cada vez mais sensível para os investidores:  também esta semana, a Reserva Federal Americana veio dar novidades sobre a política monetária nos Estados Unidos, apontando para que não existissem mais subidas na taxa de juro diretora até ao final do ano. Apesar de se manter, desta forma, o nível de estímulos à economia, a opção da Fed reconhece uma desaceleração da maior economia do mundo acima do previsto anteriormente. 

Na bolsa nacional, destacam-se os CTT e a REN no vermelho. A operadora de correios nacional desliza 2,31% para os 2,62 euros, depois de ter chegado a cair 3,58% para 2,586 euros - um mínimo histórico. Esta quebra acontece no dia em que foi noticiado que a Correos Express Paquetería Urgente, que era apontada como uma possível compradora dos CTT, notificiou a Autoridade da Concorrência sobre a compra de 51% do capital social de outra empresa do setor, a Rangel Expresso. Em fevereiro deste ano, os CTT viram quedas pronunciadas que se seguiram à confirmação de que a cotada vai pagar o dividendo mais baixo de sempre: os 10 cêntimos. 

Já a REN ganha destaque ao cair 2,04% para os 2,59 euros na primeira sessão após a apresentação de resultados, tendo já descido aos 2,566 euros - um mínimo de 28 de janeiro - na sequência de uma queda de 2,88%, a maior desde maio do ano passado. A empresa justifica grande parte da queda dos lucros com o peso da carga fiscal, em particular da Contribuição Especial para o Setor Energético, que tem sido contestada pelas empresas do setor. Também esta quinta-feira, a operadora da rede elétrica nacional viu uma revisão em baixa pelo banco BIG da respetiva recomendação (de "acumular" para "neutral") e avaliação (de 2,77 euros para os 2,69 euros)

A Mota-Engil é ainda assim a cotada que mais perde no PSI-20, ao cair 2,93% para os 2,15 euros. Para além destas quedas expressivas, o "peso pesado" BCP também contribui para o desempenho negativo do índice com uma queda de 0,92% para os 22 cêntimos. 

A contrariar o sentimento está sobretudo a EDP, que soma 0,41% para os 3,43 euros depois de o banco Goldman Sachs ter melhorado a recomendação da elétrica de neutral para comprar e ter também aumentado o preço-alvo, que se mantém acima do valor oferecido pelos chineses na oferta pública de aquisição (OPA) lançada no maio passado à elétrica.

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