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Correios de Espanha ficam com maioria da Rangel Expresso

A Correos, empresa espanhola de correios, detida na totalidade pelo Estado espanhol, prometeu comprar uma empresa portuguesa e já avançou. O alvo foi a empresa de correio expresso do grupo Rangel.

Paulo Duarte/CM
Alexandra Machado amachado@negocios.pt 22 de Março de 2019 às 08:00
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"A operação de concentração consiste na aquisição pela Correos Express Paquetería Urgente de 51% do capital social da Rangel Expresso, detida e controlada, direta e indiretamente, pela Espera Investments". E é com esta informação divulgada pela Autoridade da Concorrência que se fica a conhecer o alvo da Correos que tinha prometido compras em Portugal.

 

O presidente da Correos, Juan Manuel Serrano, já tinha revelado em janeiro que a entrada no mercado português seria no setor das encomendas, com entregas num prazo máximo de 24 horas em Portugal e Espanha. Mais tarde, revelou ao El País que estava a ultimar a compra de uma empresa portuguesa, com o objetivo de criar um operador ibérico que seja capaz de "aproveitar o 'boom' da distribuição gerado com o forte crescimento do comércio eletrónico".

A compra é feita pela participada de correio expresso. O Grupo Correos é integrado pela incumbente Correos e as filiais Correos Express, Nexea e Correos Telecom. Mas o governo espanhol ainda tem de dar o seu aval, já que a Correos é uma entidade pública.


Com a notificação à Concorrência, os terceiros interessados podem pronunciar-se.

A área de correio expresso é uma das que compõem o universo do grupo Rangel, que tem na operação logística o seu principal negócio. Nesta área de encomendas expresso o grupo Rangel mantinha há muitos anos uma parceria com a Fedex, não tendo o Negócios conseguido apurar se se vai manter. 

Ainda recentemente, grupo maiato anunciou a concretização de um centro de operações de logística industrial em Braga, num investimento de 8,5 milhões de euros e que vai criar 60 novos postos de trabalho, projeto avançou depois de o grupo português ter conquistado a operação logística da fábrica de Braga da Bosch para cinco anos. O grupo Rangel, na ocasião, calculou ao Negócios que, com o armazém ocupado a 100%, "a cinco anos pode ser uma operação de dez milhões de euros".

Em 2018, a faturação do grupo atingiu os 175 milhões de euros. Com 23 mil clientes em cinco países – o mercado doméstico vale 85% do negócio –, a Rangel emprega 1.500 pessoas e gere 250 mil metros quadrados de operações logísticas.

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