Bolsa Bolsa nacional cai 2% pressionada por Nos e JM

Bolsa nacional cai 2% pressionada por Nos e JM

A bolsa nacional inverteu o sentimento positivo do início da sessão e segue a cair perto de 2%. Nos e Jerónimo Martins são os títulos que mais pressionam. Entre as restantes congéneres o sentimento é também de perdas.
Bolsa nacional cai 2% pressionada por Nos e JM
Bloomberg
Ana Laranjeiro 08 de fevereiro de 2016 às 10:33

A bolsa nacional inverteu o sentimento positivo registado no início da sessão. O PSI-20 desce 1,99% para 4.811,28 pontos, com 15 cotadas em queda e duas em alta. Entre as restantes praças europeias o sentimento é também de perdas com as bolsas a serem penalizadas pelos receios dos investidores em torno do crescimento económico mundial, de acordo com a Bloomberg.

François Savary, director de investimentos da Prime Partners em Genebra, em declarações à agência noticiosa, considera que "os investidores não conseguem tomar uma decisão sobre a economia mundial mas os riscos de recessão e de deflação estão a aumentar".

O principal índice grego que reúne as maiores 25 cotadas do país, o FTASE, lidera as quedas no Velho Continente ao recuar 5,19%, seguido do principal índice holandês, que desvaloriza 2,61%. O Stoxx 600, índice de referência e que engloba as 600 empresas europeias mais importantes, desce 2,18%.


Na bolsa de Lisboa, destaque para os títulos da Nos e da Jerónimo Martins. A Nos desvaloriza 5,89% para 5,911 euros. A Pharol desce 3,04% para 22,3 cêntimos.


A Jerónimo Martins, dona dos supermercados Pingo Doce, recua 2,05% para 12,42 euros. A Sonae, dona da marca Continente, perde 2,80% para 97,1 cêntimos.


Os CTT desvalorizam 2,62% para 7,587 euros.


No sector energético, a EDP Renováveis desce 1,41% para 6,625 euros e a casa-mãe recua 1,27% para 3,041 euros. A REN desce 1,65% para 2,62 euros. Já a Galp Energia escapa a esta tónica negativa e soma 0,37% para 10,99 euros. A petrolífera apresentou esta manhã, antes da abertura do mercado, os seus resultados. E no conjunto de 2015, os lucros ajustados da petrolífera nacional atingiram 639 milhões de euros, mais 71,5% que no ano anterior. Os analistas consideram que os resultados da empresa foram "robustos".

Na banca, o BCP cede 0,26% para 3,77 cêntimos. O BPI desliza 1,18% para 1,007 euros. O Negócios escreve esta segunda-feira que a questão de Angola e o fim do limite de votos no BPI estão a ser negociados em pacote. O chumbo da cisão dos activos africanos do BPI obriga o banco e Isabel dos Santos a voltarem a negociar. Em cima da mesa estará a solução para Angola e o fim do limite de votos. O acordo é inevitável. Num impasse, o BCE pode exigir injecção de capital.

Os analistas consideram que há uma "clara divergência entre accionistas sobre a estratégia futura" do BPI.

No sector da pasta e do papel, a Semapa desvaloriza 3,53% para 10,40 euros, a Portucel recua 4,04% para 2,83 euros e a Altri cai 4,53% para 3,332 euros.

Na construção, a Mota-Engil soma 0,44% para 1,376 euros. O CaixaBI emitiu uma nota de análise na qual sobe o preço-alvo da cotada.




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