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Bolsas dos EUA sobem com piscadela de olho dos senadores republicanos

As principais bolsas do outro lado do Atlântico encerraram em alta, animadas pela perspetiva de solução para o teto da dívida dos EUA.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 06 de Outubro de 2021 às 21:46
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O índice industrial Dow Jones fechou a somar 0,30%, para 34.416,99 pontos e o Standard & Poor’s 500 avançou 0,41%, para 4.363,55 pontos.

 

O S&P 500 estava a perder 1,3% mas acabou por inverter para o verde – desde fevereiro que não havia uma reviravolta tão grande numa tendência intradiária.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite valorizou 0,47% para se fixar nos 14.501,91 pontos.

 

As bolsas estavam a negociar no vermelho, mas inverteram para terreno positivo quando se soube que Mitch McConnell, líder dos republicanos no Senado (câmara alta do Congresso) norte-americano, está a ponderar opções para evitar um incumprimento dos EUA no reembolso da dívida.

 

Recorde-se que o potencial incumprimento dos EUA – se até 18 de outubro o teto da dívida não for aumentado ou suspenso – continua a deixar os investidores cautelosos, pelo que este "piscar de olho" de McConnell foi muito bem recebido pelo mercado.

 

Com efeito, uma das ameaças à espreita nos Estados Unidos é a da possibilidade de o país entrar em incumprimento no reembolso da sua dívida caso o Congresso não aprove, até 18 de outubro (data até à qual há dinheiro disponível, segundo a secretária do Tesouro, Janet Yellen), uma suspensão ou aumento do limite de endividamento federal.

 

A possibilidade de "default" – que seria a primeira vez na história dos EUA – já levou a agência de notação financeira Fitch a aludir à possibilidade de retirar a classificação máxima (triplo A) que atribui neste momento à dívida soberana dos Estados Unidos.

 

Hoje, Mitch McConnell disse estar a ponderar entre duas opções para evitar o incumprimento.

 

Uma delas é o recurso a um mecanismo legislativo chamado "reconciliação", que permite aprovar de forma excecional projetos com uma maioria simples (mais votos a favor do que contra). É que são precisos 60 votos para ser dada luz verde aos projetos de lei. Uma vez que os democratas controlam apenas 50 assentos nesta câmara alta do Congresso, precisam que 10 republicanos votem a favor. A reconcliação é uma espécie de "batota" que contorna a necessidade dos votos republicanos para a aprovação de uma proposta – mas os democratas opõem-se, historicamente, a este mecanismo.

 

A outra opção seria a aprovação bipartidária de uma extensão de emergência do limite de endividamento do país para cobrir os atuais níveis de despesa até dezembro. Esta segunda ideia daria ao Congresso alguma cobertura durante pelo menos os dois próximos meses.

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