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Dow Jones quebra mais longa série trimestral de ganhos em 20 anos

As bolsas norte-americanas encerraram em alta, animadas sobretudo pelas cotadas da energia e dos microprocessadores, mas o turbulento primeiro trimestre deixou o saldo do Dow Jones e do S&P 500 no vermelho entre Janeiro e Março. Só o Nasdaq, apesar dos recentes dissabores das tecnológicas, ganha terreno no acumulado do ano.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 29 de Março de 2018 às 21:19
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O Dow Jones encerrou a somar 1,31% para 24.159,98 pontos e o Standard & Poor’s 500 ganhou 1,40% para se estabelecer nos 2.641,46 pontos.

 

Por seu lado, o Nasdaq Composite avançou 1,64%, para 7.063,45 pontos.

 

A contribuir para este movimento positivo estiveram os bons dados económicos – que animaram os investidores, apesar da possibilidade de isso poder significar uma aceleração do ritmo de subida dos juros por parte da Fed.

 

Os pedidos iniciais de subsídio de desemprego nos EUA diminuíram na semana passada em 12.000, para um número ajustado sazonalmente de 215.000, o que corresponde ao nível mais baixo desde Janeiro de 1973, anunciou o Departamento norte-americano do Trabalho.

 

Além disso, o rendimento bruto das famílias aumentou mais do que o consumo. Já a inflação de Fevereiro cifrou-se em 1,8%, a caminho da meta de 2% definida pela Reserva Federal.

 

A animar a negociação nesta última sessão da semana estiveram sobretudo os títulos da energia, num dia de subida dos preços do petróleo, bem como das cotadas ligadas ao fabrico de microchips.

A reviravolta da Amazon

 

Mesmo a Amazon acabou por recuperar das fortes quedas, fechando a somar 0,91% para 1.444,50 dólares, depois de uma porta-voz da Casa Branca ter dito que Donald Trump não está a planear qualquer acção contra a empresa liderada por Jeff Bezos, depois de a ter acusado de se escapar ao pagamento de impostos.

 

Na sessão de ontem e na abertura de hoje a Amazon esteve em destaque na bolsa pela negativa, depois de o website noticioso Axios ter reportado que o presidente norte-americano estaria obcecado pela retalhista online e visava travar o seu poder crescente.

 

Trump tem falado em recorrer à legislação antitrust para "perseguir" a Amazon, uma vez que receia que as retalhistas familiares sejam aniquiladas pela empresa liderada por Jeff Bezos, reportou o Axios citando cinco fontes distintas que disseram ter debatido a questão com o chefe da Casa Branca.

 

Hoje, Trump voltou ao "ataque", com uma lista de queixas contra a Amazon, como os custos de entrega dos seus produtos e evasão fiscal. No entanto, a informação veiculada mais tarde pela Casa Branca aliviou os investidores.

 

Recorde-se que Bezos, fundador e chairman da retalhista online, também é proprietário do The Washington Post - que ganhou um Pulitzer no ano passado devido às suas investigações às doações de Trump para instituições de beneficência. O trabalho jornalístico concluiu que as reivindicações filantrópicas de Trump eram exageradas e muitas vezes não correspondiam a doações para a caridade.

 

As tecnologias têm estado a sofrer grandes dissabores nos últimos tempos, com o Facebook a destacar-se depois da informação de que uma empresa de consultoria política utilizou indevidamente os dados de 50 milhões de utilizadores da rede social.

 

Apesar destes desaires, no trimestre continua a ser o sector mais robusto. Prova disso está no facto de o Nasdaq ser o único dos três grandes índices de Wall Street que apresenta saldo positivo no acumulado de 2018, com uma valorização de 2,31%.

 
Dow e S&P 500 recuam no trimestre

O S&P 500, a cair 1,22% entre Janeiro e Março estabeleceu a sua primeira queda trimestral desde 2015.

 

Já o Dow Jones, com um recuo de 2,49%, acabou com a melhor série de ganhos trimestrais em 20 anos, que já durava há nove trimestres seguidos, e marcou também o seu pior desempenho trimestral desde 2015.

 

Foi um trimestre extremamente turbulento para Wall Street, com fortes ganhos e máximos históricos sucessivos em Janeiro, a que se seguiram fortes perdas em Fevereiro e dias bastante cinzentos também em Março.

 

No caso do Dow Jones, neste trimestre o índice registou duas quedas diárias de mil pontos, mas também fortes escaladas. O sobe-e-desce acabou por fazer pender a balança, no saldo desde o início do ano, para o lado negativo.

As contas ao trimestre são feitas esta quinta-feira, 29 de Março, porque amanhã é Sexta-Feira Santa e os mercados estarão encerrados - sendo que na Europa mantêm as portas fechadas também na segunda-feira.

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