Galp escapa a maré vermelha na bolsa de Lisboa. Construtoras são as mais penalizadas
A praça portuguesa está a ser varrida por uma maré vermelha, com 14 das 16 cotadas a negociarem em terreno negativo.
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A bolsa de Lisboa começa a sessão desta sexta-feira em queda, acompanhando a tendência das congéneres europeias de Paris e Amesterdão que às 08:13 horas também negociavam em baixa. O PSI recua 0,99% para os 9.061,58 pontos.
A praça portuguesa está a ser varrida por uma maré vermelha, com 14 das 16 cotadas a negociarem em terreno negativo.
A Galp, que avança 0,15% para os 20,60 euros por título, é uma das exceções, num contexto em que o preço do petróleo no mercado internacional continua a gravitar em torno da barreira dos 100 dólares.
A petrolífera portuguesa que esta sexta-feira informou que pode sofrer um impacto de até 100 milhões de euros devido a uma nova taxa que o Brasil está a aplicar sobre as exportações de petróleo bruto. O Presidente do Brasil, Lula da Silva, assinou a medida de criação da taxa provisória como uma resposta à escalada dos preços das matérias-primas de energia nos mercados internacionais, devido ao conflito no Médio Oriente.
A outra exceção às quedas é a Ibersol, que no arranque da sessão mantinha-se ainda inalterada nos 10,7 euros por título.
Do lado das quedas, o destaque vai para o setor da construção. A Teixeira Duarte regista o maior recuo do arranque, cedendo 2,86% para os 0,441 euros por ação. Já a Mota-Engil recua 2,42% para os 4,440 euros por título – num dia em que se sabe que o fundo abutre Muddy Waters está a processar o CEO da Mota-Engil nos EUA, fazendo várias alegações contra a construtora portuguesa.
No total, existem nove cotadas que estão a negociar com quedas superiores a 1%, o que inclui os pesos-pesados EDP Renováveis (- 1,56%), a EDP (-1,16%) e BCP (-1,17%).
Acompanhe os desenvolvimentos dos mercados desta sexta-feira aqui. E veja os mais recentes acontecimentos da guerra no Médio Oriente aqui.
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