Galp e Jerónimo em máximos puxam por Lisboa
A Pharol, em diferendo na Oi, destacou-se pela negativa num dia de um ganhos para o PSI-20. Foi a quinta sessão consecutiva de avanços para o índice português num ambiente pouco animado um pouco por toda a Europa.
A Jerónimo Martins e a Galp Energia não estavam em cotações tão elevadas desde há mais de ano e meio. As duas empresas estiveram entre as que mais puxaram pelo dia positivo na Bolsa de Lisboa, em contraciclo com a Europa.
O PSI-20 somou 0,32% para 4.787,45 pontos. Foi o quinto dia seguido de valorizações. Já o Stoxx Europe 600 recuou 0,2%. Na Europa, este foi um dia de negociação misto em que não houve notícias que trouxessem ou justificassem oscilações significativas tanto em sentido positivo como negativo. O Dax alemão, depois de ontem ter entrado em mercado touro ("bull"), cedeu 0,4%.
Lisboa foi animada, sobretudo, pela Jerónimo Martins. A retalhista dona do Pingo Doce somou 1,30% para 15,20 euros depois de ter tocado nos 15,23 euros - o valor mais alto desde Dezembro de 2013. A concorrente Sonae, que detém a marca Continente, ganhou 0,29% e fechou nos 0,695 euros.
Em alta esteve também a Galp Energia no fecho de sessão, depois de um dia em que esteve maioritariamente em baixa. Com quedas nos preços do petróleo, a companhia ganhou 0,23% para 13,02 euros, apenas um cêntimo abaixo do máximo tocado hoje e que representa a cotação mais alta desde Setembro de 2014. Há seis sessões que está a ganhar.
Com uma subida superior a 1% estiveram também os CTT, recuperando pelo segundo dia: a cotada ganhou 1,09% para 7,06 euros.
Um outro máximo do dia foi o da Corticeira Amorim, que tocou nos 8,40 euros, o valor mais alto de sempre. Apesar disso, a empresa industrial fechou a cotar nos 8,24 euros ao ganhar apenas 1,88% ainda a beneficiar da nota de "research" do CaixaBI, que elevou o seu preço-alvo em 38%, de 6 euros para o final deste ano para 8,30 euros para o final de 2017.
Banca sem novidades, energia em queda
A banca terminou sem grandes movimentações face a ontem. O BCP fechou inalterado nos 1,9 cêntimos sem novidades em relação ao investimento na Fosun.
O BPI fechou em 1,12 euros, ao perder 0,18%, próximo dos 1,113 euros que o CaixaBank está disposto a pagar na oferta pública de aquisição. As unidades de participação do Montepio cederam 0,21% para 0,474 euros.
Apesar de a Galp ter somado terreno, as energéticas caíram. A EDP perdeu 0,10% para 3,105 euros e a Renováveis terminou o dia nos 7,10 euros ao recuar 0,67%. A desvalorização da REN foi de 0,22% para 2,694 euros.
A Pharol também foi o destaque pela negativa: perdeu 3,91% para 17,2 cêntimos, numa altura em que continua num diferendo com um dos accionistas minoritários da brasileira Oi.
(Notícia actualizada às 16:57 com mais informações)