Guerra tira munições às empresas de defesa em bolsa. Setor viveu pior mês em cinco anos
Apesar do estalar do conflito no Médio Oriente, o setor europeu de defesa não conseguiu colher os frutos da guerra. A grande valorização do ano anterior e a retirada de mais-valias, aliada a uma mudança na forma como os conflitos armados estão ser conduzidos, ajudam a explicar o "sell-off".
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O desencadear do conflito no Médio Oriente e as constantes ameaças de Donald Trump aos seus aliados da NATO seriam, tradicionalmente, grandes catalisadores para as ações europeias de defesa, mas os últimos meses vieram espelhar outra realidade. Em março, os investidores, ao contrário daquilo que era esperado, afastaram-se das empresas que se dedicam à produção de armamento e equipamento militar, apesar dos renovados apelos dos líderes europeus para que o continente se proteja sozinho, numa altura em que os EUA se tornam um parceiro cada vez menos fiável.