Bolsa Ibersol e Novabase promovidas ao PSI-20

Ibersol e Novabase promovidas ao PSI-20

Após a saída do BPI devido à oferta do CaixaBank, o PSI-20 vai ter duas novas cotadas. As escolhidas serão a Ibersol e a Novabase.
Ibersol e Novabase promovidas ao PSI-20
Miguel Baltazar/Negócios
Rui Barroso 06 de março de 2017 às 16:58

A Ibersol e a Novabase foram as escolhidas para integrar o PSI-20, anunciou esta segunda-feira, 6 de Março, a Euronext. A entidade que gere a bolsa portuguesa anunciou a inclusão das duas empresas na revisão anual, que terá efeito a partir de 20 de Março.

 

A decisão surge numa altura em que o índice de referência da bolsa nacional está reduzido a 17 cotadas, depois de a exclusão do BPI após a conclusão da OPA lançada pelo CaixaBank. Para eleger as acções que entram no principal escalão da bolsa nacional, a Euronext analisa indicadores como o valor de mercado ajustado às acções que estão disponíveis para negociação, isto é, títulos que não estão presos em investidores considerados de referência. E também a velocidade com que as acções livres negoceiam em bolsa.

 

Caso não existam cotadas suficientes que cumpram com os requisitos o índice deve ter, excluindo circunstâncias excepcionais como a da OPA ao BPI, no mínimo 18 cotadas. Com a actual revisão passará a 19, já que no comunicado não foi anunciada a exclusão de nenhuma cotada. Isto apesar de tanto a Ibersol como a Novabase falharem em alguns dos critérios definidos pela Euronext, segundo uma análise recente do Negócios, que sinalizava que apesar desse factor essas acções estariam na luta pela promoção ao índice de referência.

 

Se a Ibersol cumpre com o critério mínimo de um valor de mercado das acções livres acima de 100 milhões de euros, aparentava falhar no requisito da velocidade de negociação. Já a Novabase, apesar de ser uma das cotadas que mais perto estavam daquela fasquia de 100 milhões de euros em acções livres, ficava abaixo desse patamar. Mas cumpria com os requisitos da velocidade de negociação.

 

As inclusões no PSI-20 tendem a ser vistas de forma positiva pelo mercado, já que as empresas em causa ganham visibilidade e os fundos que replicam o índice de referência podem ter de adicionar essas acções às suas carteiras. Na revisão do ano passado, as eleitas foram a Sonae Capital e a Corticeira Amorim, e ambos os títulos acabaram por sair beneficiados com a entrada na principal montra do capital português. 


(Notícia actualizada às 17:18 com mais informação)



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