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Jerónimo Martins com maior subida em sete meses após anunciar dividendos

A dona do Pingo Doce está a subir quase 4% em bolsa, após revelar planos para distribuir 86,7 milhões de euros em reservas livres, ao mesmo tempo que apresentava os resultados.

Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 29 de Outubro de 2020 às 10:16
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A Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce, está a valorizar 3,70% para os 14,56 euros por ação, naquela que é a maior subida em bolsa em cerca de sete meses, depois de anunciar que iria propor a distribuição de 86,7 milhões de euros de reservas livres aos acionistas.

Foram negociadas pouco mais de 95 mil ações da retalhista portuguesa até ao momento, que compara com a média diária de ações transacionadas nos últimos seis meses de cerca de 897 mil ações.

Ontem, já depois do fecho de sessão, a 
Jerónimo Martins anunciou uma queda homóloga de 17,8% no lucro líquido dos primeiros nove meses do ano para os 219 milhões de euros. Ainda assim, este valor ficou acima do previsto pelo consenso geral de analistas.

"Os resultados foram acima das nossas estimativas e das estimativas do consenso numa boa prestação da Biedronka [unidade polaca da Jerónimo Martins] e margens melhores do que o esperado em Portugal e na Colômbia", pode ler-se na nota desta manhã do CaixaBank BPI.


A dona do Pingo Doce diz ter conseguido resistir à "dureza dos tempos" neste período pelo que irá propôr, em assembleia-geral extraordinária - marcada para o dia 26 de novembro -, o pagamento de 86,7 milhões de euros de dividendos aos acionistas.

Em maio, o grupo cortou a proposta de dividendo anunciada no início do ano, de 34,5 cêntimos por ação, correspondente a um "payout" de 50%, para 20,7 cêntimos. Agora, Pedro Soares dos Santos vai propor a distribuição do montante remanescente.

De acordo com os analistas do CaixaBank BPI, se este montante for aprovado e se o juntarmos aos 130,1 milhões de euros já pagos em julho, a empresa "quase que iguala um 'payout' de 50% em relação aos resultados de 2019, em linha com a política de dividendos do grupo". "Estamos a assumir um pagamento de dividendos total de 217 milhões de euros", conclui.

Hoje, como reação à divulgação de resultados, foram emitidas seis notas de "research" sobre a Jerónimo Martins, mas nenhuma das casas de investimento que se manifestou, alterou a recomendação ou o preço-alvo para a cotada portuguesa. Atualmente, a Jerónimo Martins tem 13 bancos de investimento a recomendarem "comprar" as suas ações, 12 a aconselharem "manter" e apenas uma a dizer que o melhor será "vender".

O preço-alvo médio de todas as avaliações está neste momento nos 15,56 euros por ação, o que representa um retorno potencial de 7,2% face ao valor do fecho de ontem, na sessão portuguesa. 

Em termos técnicos, a empresa negoceia 1,3% acima da sua média dos últimos 90 dias, mas 3,7% abaixo da média móvel dos últimos 200 dias. Este ano, a retalhista acumula uma perda de 1,19%, que compara com a desvalorização de mais de 24% registada pelo índice PSI-20, no mesmo período.


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