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Jerónimo Martins e papeleiras inclinam PSI-20 para o vermelho

A bolsa nacional fechou em baixa pela quarta sessão sucessiva, com a maioria das cotadas a registar quebras. A destacar-se pela positiva esteve a EDP Renováveis, que conseguiu escapar à tendência e brilhar forte no verde.

A bolsa portuguesa tem sido incapaz de atrair novas empresas para o mercado de capitais português.
Miguel Baltazar
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 29 de Outubro de 2020 às 16:49
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A bolsa nacional fechou mais uma vez em queda, com o PSI-20 a marcar a quarta sessão consecutiva no vermelho - resvalou 0,66% para os 3.863,20 pontos. Este índice, que nas últimas duas semanas só subiu ao verde uma vez, conta 15 cotadas a desvalorizar contra apenas duas a subir.

 

As principais praças europeias não se mostram unidas numa só direção, espalhando-se tanto pelo terreno positivo como negativo. O dia dos mercados começou com um dos índices de referência europeus, o Stoxx600, a registar um mínimo de sete meses, mas entretanto o banco central veio trazer algum conforto e ajudar ao alívio das perdas. A instituição liderada por Christine Lagarde abriu caminho a mais apoios à economia em dezembro, apesar de não ter avançado com qualquer nova ação para já.

 

Em Lisboa, a pesada Jerónimo Martins e as papeleiras arrastaram o índice para a cor do pessimismo. A retalhista anunciou ontem um recuo nos lucros de 18%, ao mesmo tempo que divulgou a intenção de distribuir 86 milhões de euros em dividendos. Nesta sessão, a primeira desde a revelação desta informações, a empresa cedeu 1,53% para os 13,82 euros.

 

As papeleiras também deslizam, e todas acabam por rondar mínimos. A Navigator é a cotada que encabeçou as perdas e desceu 3,12% para os 1,86 euros, colocando-se perto dos mínimos de 2012 que atingiu há duas sessões. A Semapa também caiu, 2,42% para os 6,44 euros, e tocou um mínimo de 2013. A Altri, igualmente no vermelho, caiu 2,26% para os 3,20 euros, e registou um mínimo de março.

A Navigator chegou ontem a subir mais de 5% em bolsa, na primeira sessão desde que apresentou os resultados do terceiro trimestre, os quais os analistas do Caixabank BPI consideram "reconfortantes". 

 

A EDP tem a prestação de contas aos investidores marcada para esta quinta-feira, mas apresentá-las-á apenas após o fecho. A cotada terminou a sessão com uma quebra de 0,72% para os 4,14 euros. Ainda no capítulo das novidades, soube-se hoje que a Comissão Europeia aprovou a compra da elétrica espanhola Viesgo pela EDP - Energias de Portugal, numa operação que rondará os 2 mil milhões de euros e para a qual a empresa agora liderada por Miguel Stilwell d'Andrade realizou um aumento de capital.

Mas estes pesos pesados não foram os únicos a desequilibrar a balança. O BCP também desceu, 0,85% para os 6,97 cêntimos, antes de revelar, depois do fecho, os números do terceiro trimestre. O banco está a cotar muito perto dos mínimos históricos atingidos ontem, e os analistas do CaixaBank BPI antecipam uma queda de 40%, para 60 milhões de euros, nos lucros do banco liderado por Miguel Maya. Ainda assim, esse valor traduziria uma subida de 49% face ao trimeste anterior.

A Galp, num dia de derrocada para o petróleo, também voltou a ressentir-se - 0,61% para os 6,820 euros - e tocou um mínimo de 2009. A empresa liderada por Carlos Gomes da Silva já ontem afundou 7,27% para os 6,862 euros por ação, liderando as quedas entre as petrolíferas na Europa.

A travar um pior desempenho do índice esteve a EDP Renováveis, ao somar 2,98% para os 15,92 euros. A cotada chegou a disparar 4,40% para os 16,14 euros depois de, ainda antes da abertura, ter afirmado que fechou os primeiros nove meses deste ano com lucros de 319 milhões de euros, o que representa uma quebra de 7% face os 342 milhões obtidos no mesmo período do ano passado. 

(notícia atualizada às 16:56)

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