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JPMorgan mantém visão positiva para EDP e sobe "target" para 4,50 euros

O banco de investimento norte-americano continua a identificar valor na EDP, sobretudo na subsidiária de energias renováveis, unidade para a qual reviu em alta a sua avaliação.

Ricardo Almeida/Correio da Manhã
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 08 de Julho de 2020 às 16:35
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O JPMorgan mantém a sua visão positiva para as ações do grupo EDP, argumentando que Miguel Stilwell vai manter o plano estratégico da elétrica, mesmo que seja designado CEO de forma permanente. O banco de investimento reviu ainda em alta as estimativas para a EDP Renováveis, o que levou a entidade a melhorar a sua avaliação para a elétrica de 4 para 4,50 euros.

Numa nota intitulada "novo capitão, o mesmo navio", a que o Negócios teve acesso, o JPMorgan manteve a sua recomendação de "overweight" para as ações da EDP, adiantando que "mesmo num potencial cenário em que Stilwell se torna CEO permanente, acreditamos que a EDP vai continuar a executar a sua estratégia de rotação e venda de ativos, desalavancagem e foco no crescimento nas renováveis".

O analista Javier Garrido considera, por isso, que embora "a confirmação das suspensões dos executivos tenha um impacto negativo a curto prazo na cotação das ações da EDP e afete a visão da ação junto de alguns investidores ESG, acreditamos que a história de longo prazo deverá permanecer fundamentalmente inalterada".

Preço-alvo revisto em alta

Apesar de não identificar desvios nas estimativas devido à nomeação de Miguel Silwell para substituir António Mexia na liderança da EDP, na sequência do afastamento do gestor no âmbito do caso EDP no qual está a ser acusado, o JPMorgan fez ajustes na sua avaliação do negócio da EDP Renováveis, o que se refletiu numa melhoria de "target" da elétrica.

"O nosso preço-alvo sobe de 4 para 4,5 euros por ação devido ao aumento da avaliação da EDPR, à medida que incorporamos na avaliação da subsidiária de energias renováveis o valor dos possíveis desenvolvimentos nas estimativas para 2026", refere o documento. Assim, o banco aumentou a avaliação da EDP em 1,83 mil milhões de euros, "mas isto inclui um aumento da avaliação de 2,16 mil milhões de euros na avaliação da sua participação de 82,6% na EDPR e uma redução de 330 milhões na avaliação do resto do grupo (a maioria na EDP Brasil)", explica o analista no "research".

Face a estas estimativas, o JPMorgan argumenta que a empresa de energias renováveis continua a ser o principal catalisador de investimento na elétrica.

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