Lisboa acompanha maré vermelha europeia. Galp destoa e escala 4,2%
A bolsa portuguesa seguiu a generalidade das praças mundiais e fechou no vermelho esta quarta-feira, pressionadas pela escalada no conflito no Médio Oriente. Apenas o setor do "oil&gas" regista ganhos e a Galp disparou mais de 4%.
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Os desenvolvimentos no conflito do Médio Oriente, com os EUA a atacarem alvos no Irão após três navios terem sido atingidos no estreito de Ormuz, derrubaram as praças mundiais esta quarta-feira e a bolsa de Lisboa não foi exceção. O PSI caiu 1,77% para os 9.085,24 pontos com todas as cotadas no vermelho com exceção da Galp.
A Teixeira Duarte liderou as perdas com um tombo de 5,28%, até aos 0,502 euros, mas a maior pressão veio dos pesos pesados BCP e Jerónimo Martins. O único banco cotado em Lisboa recuou 4,48%, para os 1,023 euros, enquanto a dona do Pingo Doce perdeu 4,37%, fechando a valer 16,18 euros.
Com quedas acentuadas estiveram ainda os títulos dos CTT (-3,68%) e da Mota-Engil (-3,65%).
A família EDP também foi castigada na sessão de hoje, com a EDPR a cair 2,55%, até aos 13,76 euros, e a casa-mãe a ceder 1,36%, terminando a jornada nos 4,483 euros.
A única cotada a fechar no verde acabou por ser a Galp, em linha com o desempenho das empresas do setor de "oil&gas". A petrolífera escalou 4,2% para 19,74 euros à boleia das fortes subidas nos preços do petróleo nos mercados internacionais, com o barril de Brent a subir neste momento 7,95% para os 80,05 dólares.