Lisboa fecha sem rumo sob pressão das construtoras e pesos pesados. Martifer dispara 7%
O índice nacional fechou praticamente inalterado esta segunda-feira, num dia em que a maioria das praças europeias fechou no vermelho, pressionado pelos pesados JM, BCP e EDPR e pelas construtoras. Fora do PSI, a Martifer disparou quase 7% após a OPA da Visabeira não ter alcançado o seu objetivo.
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A bolsa de Lisboa fechou praticamente na linha de água esta segunda-feira, num dia de tendência negativa para as principais praças europeias, pressionadas pelos novos confrontos no Médio Oriente, embora Israel e o Irão tenham entretanto cessado as hostilidades.
O índice de referência nacional, o PSI, desceu 0,01% para 8.931,03 pontos, com apenas seis dos seus 16 títulos no vermelho.
O trio de pesos pesados Jerónimo Martins, BCP e EDPR pressionou o índice. A retalhista cedeu 0,85% para 17,57 euros, o banco perdeu 0,73% para 0,9276 euros e a elétrica cedeu 0,14% para 14,01 euros.
Contudo, foram as construtoras que lideraram as perdas, com a Mota-Engil a descer 1,32% para 4,486 euros e a Teixeira Duarte a recuar 1,44% para 0,4115 euros. Os CTT foram a única outra cotada a fechar no vermelho, recuando 1,01% para 5,88 euros.
Do lado contrário, a Galp impediu perdas maiores para o índice, num dia de ganhos para o crude nos mercados internacionais. A petrolífera subiu 1,04% para 19,46 euros, apenas superada na tabela de ganhos pela Navigator, que subiu 1,06% para 3,428 euros.
A Corticeira Amorim e a REN também estiveram entre as cotadas que mais valorizaram, com ganhos de 0,62% para 6,51 euros e 0,51% para 4,91 euros, respetivamente.
Fora do PSI, a Martifer disparou 6,96% para 2,46 euros, depois de a Visabeira não ter alcançado o objetivo ficar com mais de 90% do capital na OPA sobre a cotada, anunciou o conglomerado na sexta-feira após o fecho da bolsa.
Notícia atualizada