Lisboa resiste a stress geopolítico nas bolsas globais. Papel ajuda, mas energia trava
Os EUA lançaram ataques ao Irão em retaliação por abate de helicóptero e voltaram a atirar as bolsas norte-americanas e asiáticas ao chão.
A bolsa de Lisboa negoceia em alta, resistindo à onda de incerteza que se vive nos mercados financeiros depois de os EUA terem anunciado que atacaram o Irão como resposta pelo abate de um helicóptero norte-americano ao largo da costa de Omã. Com a maior parte das 16 cotadas em terreno positivo, o índice de referência PSI avança 0,15% para 8.915,02 pontos.
No topo da tabela, a construtora Mota-Engil avança 1,34% para 4,538 euros por ação e Teixeira Duarte sobe 0,61%, enquanto a Corticeira Amorim 1,23% para 6,59 euros. No papel – um setor fortemente dependente da evolução do dólar, que segue esta quarta-feira pressionado pelas tensões entre EUA e Irão, bem como pela antecipação dos dados da inflação dos EUA -, a Navigator ganha 0,23%, a Semapa 0,22% e a Altri 0,4%.
No retalho, a Jerónimo Martins avança 0,17% e a Sonae 0,11%. O BCP valoriza 0,37% para 0,9222 euros por ação, a recuperar depois de, na última sessão, a ação ter sido castigado pela pressão de um reforço do “short-selling” por parte da BlackRock.
A travar os ganhos do PSI estão os pesos pesados da energia. Apesar de a REN avançar 0,22%, a EDPR perde 0,36% para 13,75 euros e a EDP 0,09% para 4,415 euros. A Galp recua 0,13% para 18,96 euros por ação, numa altura em que o petróleo negoceia com elevada volatilidade após o secretário da Energia dos EUA ter dito que o tráfego em Ormuz está a subir “muito significativamente”.
Ainda em terreno negativo estão a Iberol (-0,2%) e os CTT (-0,7%). A Nos segue na linha d’água.
(Notícia atualizada às 08:30 horas)