Lisboa segue perdas europeias sob pressão da Jerónimo Martins
Com a incerteza instalada nos mercados sobre a viabilidade das negociações EUA-Irão, os investidores afastaram-se dos ativos mais arriscados, como as ações. O PSI não foi exceção, com a retalhista a liderar as perdas.
A bolsa de Lisboa fechou em baixa esta terça-feira, seguindo a maioria das congéneres europeias, num dia em que se instalou a incerteza sobre se realmente as negociações EUA-Irão vão ter lugar, apesar das garantias da Administração Trump.
O índice de referência nacional, o PSI, desceu 0,45% para 9.136,34 pontos, com 10 dos seus 16 títulos no vermelho. O PSI registou a quinta sessão de perdas consecutiva.
A Jerónimo Martins foi o peso pesado que mais pressionou o índice, com uma queda de 2,46% para 20,62 euros, depois de ter sido alvo de um corte de recomendação por parte da Trigon Dom Maklerski de “comprar” para “manter”.
Ainda entre as cotadas com mais expressão do índice, o BCP e a EDP também pressionaram, com perdas de 1,19% para 0,8784 euros e 0,43% para 4,41 euros, respetivamente.
Contudo, foi a Ibersol a liderar as perdas, na semana em que apresenta os resultados referentes a 2025. A operadora de restauração caiu 3,07% para 12,00 euros.
Do lado verde, a Galp, que continua a flutuar em função dos preços do crude, liderou os ganhos, com uma valorização de 1,19% para 19,13 euros. Destaque ainda para a EDPR, que subiu 0,60% para 13,41 euros.
Já a Mota-Engil somou 0,45% para 4,904 euros, depois de a Perbak Capital ter reduzido a posição a descoberto sobre o capital da empresa para 0,54%.