Lisboa volta ao vermelho depois de discurso de Trump assustar mercados
Quase todas as cotadas negociavam em baixa, com a Jerónimo Martins a perder mais de 2%. A Galp volta a ser beneficiada com a subida dos preços do petróleo.
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A bolsa de Lisboa continua a oscilar ao sabor da guerra no Irão, arrancando a sessão desta quinta-feira no vermelho, numa altura em que os mercados se ressentem do discurso do Presidente norte-americano. O PSI, o índice de referência nacional, recua 0,49% para 9.227,49 pontos, com 13 das 16 cotadas a registarem perdas. Donald Trump prometeu atacar Irão com "muita força" nas próximas duas semanas, colocando o fim do conflito em segundo plano, o que fez novamente disparar o preço do petróleo e afundar as bolsas.
Entre os pesos-pesados nacionais a Jerónimo Martins é a mais penalizada, caindo 2,48% para 20,44 euros, tendo a dona do Pingo Doce já alertado que tem estado a absorver a escalada dos combustíveis, não sabendo quanto tempo mais consegue aguentar.
Também o BCP perdia 1,74% para 0,8564 euros, apesar de, na quarta-feira, a francesa Kepler Cheuvreux ter começada cobrir as ações do BCP com otimismo, atribuindo uma recomendação de "compra" à instituição financeira liderada por Miguel Maya. Ainda assim, o banco já perdeu mais de 2,5% em bolsa desde o estalar do conflito no Médio Oriente.
O grupo EDP também perdia: a casa-mãe recuava 0,52% para 4,623 euros e a Renováveis cedia 0,43% para 13,89 euros.
As construtoras, muito expostas ao contexto internacional, também acusavam desvalorizações expressivas: a Texeira Duarte perdia 3,56% e a Mota-Engil descia 2,46%, isto apesar de, ontem, a empresa liderada por Carlos Mota dos Santos ter visto a redução da posição a descoberto pela Perbak para 0,86% do capital, embora mais de 3% continue nas mãos de “short sellers”.
Ainda em queda estavam os CTT (-1,41%), a Semapa (-1,34%), a Altri (-0,90%), a Nos (-0,73%), a Navigator (-0,53%), a Sonae (-0,51%) e a Corticeira Amorim (-0,15%).
Em sentido contrário, a Galp valorizava 3,64% para 21,10 euros na abertura, beneficiando da subida acentuada dos preços do petróleo, que chegaram a disparar 7% após as palavras de Trump. Ibersol e REN tambem subiam, 0,47% e 0,27%, respetivamente.
Notícia atualizada