Bolsa Banca e Nike sustentam Wall Street mas saldo semanal é negativo

Banca e Nike sustentam Wall Street mas saldo semanal é negativo

As bolsas norte-americanas encerraram em alta, impulsionadas pela subida da Nike, animada pelas contas robustas que anunciou, e também pelos ganhos dos títulos do sector financeiro após os bons resultados dos testes de stress à banca.
Banca e Nike sustentam Wall Street mas saldo semanal é negativo
Reuters
Carla Pedro 29 de junho de 2018 às 21:28

O Dow Jones encerrou a subir 0,23% para 24.271,41 pontos e o Standard & Poor’s 500 somou 0,08% para 2.718,37 pontos.

 

Por seu lado, o índice tecnológico Nasdaq Composite valorizou 0,09%, a valer 7.510,30 pontos.

 

A animar a negociação esteve sobretudo a Nike, que fechou a disparar 11,38% para 79,86 dólares, depois de a meio da sessão escalar 12,97% para 81 dólares – o que constituiu um novo máximo histórico.

 

A Nike foi impulsionada pelo anúncio de que regressou ao crescimento na América do Norte. Além disso, a empresa de equipamento e calçado desportivo reviu em alta as perspectivas para as suas contas no novo ano fiscal, com a previsão de um forte crescimento, o que ajudou ainda mais à euforia dos investidores com este título.

 

Em alta esteve também o sector financeiro, impulsionado pelos resultados dos testes de stress nos EUA.

 

A Reserva Federal norte-americana anunciou ontem os resultados da segunda fase dos testes de resiliência aos maiores bancos a operar nos EUA. Dos 35 analisados, 34 tiveram nota positiva. Já a unidade norte-americana do alemão Deutsche Bank terá de colmatar falhas.

 

Os resultados dos testes foram divulgados após o fecho de Wall Street, pelo que se esperava que as cotadas norte-americanas do sector da banca estivessem hoje a reagir em alta – cenário que se confirma.

O sector da energia, com especial as cotadas ligadas ao petróleo, ajudou também a que as bolsas do outro lado do Atlântico fechassem hoje no verde - numa altura em que o crude continua a ganhar terreno nos principais mercados internacionais.

A contribuir para a valorização do "ouro negro" está o facto de os investidores recearem que o anunciado aumento de produção da Arábia Saudita não compense os cortes previstos no Irão (devido às sanções dos EUA) e Líbia (com as forças da milícia do comandante líbio Khalifa Haftar terem tomado o controlo de alguns dos maiores terminais de exportação de crude do país, impedindo a petrolífera pública National Oil Corporation [NOC] de gerir esse fluxo).

Além do mais, na terça-feira o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou impor sanções aos países que até 4 de Novembro não deixem de comprar petróleo ao Irão, que é o terceiro maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) – e ontem soube-se que o Japão e Taiwan estarão a ponderar parar de importar esta matéria-prima de Teerão.

 

Apesar das subidas de hoje em Wall Street, o saldo semanal foi negativo, com o renovar das tensões comerciais no início da semana a contribuir para deteriorar o sentimento dos investidores. No entanto, no acumulado de Junho os índices ganharam terreno - sendo o terceiro mês seguido em terreno positivo.




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