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Novos mínimos históricos do BCP fazem alargar ciclo de quedas do PSI-20

A bolsa nacional alargou a sua sequência de quedas pela sexta sessão consecutiva, com o BCP a renovar mínimos históricos pelo segundo dia. A Galp caiu para mínimos de março.

Miguel Maya argumenta que o atual modelo de financiamento do Fundo de Resolução retira competitividade aos bancos nacionais.
Mariline Alves
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 24 de Setembro de 2020 às 16:43
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O índice PSI-20 terminou a sessão desta quinta-feira a desvalorizar 0,93% para os 4.049,52 pontos, contabilizando seis sessões consecutivas em queda, o maior ciclo negativo dos últimos três meses. Hoje, todos os índices europeus terminaram o dia no "vermelho".

Em destaque esteve o BCP, que voltou a renovar mínimos históricos, ao cair 1,43% para os 8,27 cêntimos por ação. O banco liderado por Miguel Maya encaminha-se para um dos piores meses dos últimos anos, numa altura em que todo o setor da banca na Europa atravessa um período conturbado.

O cenário agravou-se no início desta semana com a divulgação dos FinCEN Files, a expor várias transações suspeitas envolvendo alguns dos maiores bancos da região.

Em mínimos esteve também a Galp Energia, derrapando mais de 3% pela segunda sessão consecutiva. Hoje, a empresa desvalorizou 3,60% para os 7,982 euros por ação para um mínimo de março deste ano, altura em que a atual pandemia se fez sentir em força nas bolsas europeias. 

A queda de hoje da empresa liderada por Carlos Gomes da Silva coincide com a má prestação dos preços do petróleo, que vêm acumulando queda sucessivas com medo de que um novo confinamento possa provocar um profundo golpe na procura pela matéria-prima. O Brent, que serve de referência para Portugal, desvaloriza 0,2% para os o patamar dos 41 dólares por barril.

No setor da pasta e do papel, a Altri perdeu 1,48% para os 3,850 euros por ação, enquanto que a Navigator desvalorizou 2,14% para os 2,106 euros.

No retalho, o sentimento foi misto, com uma queda da Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce (-0,62%), mas uma valorização da Sonae, dona do Continente (+0,26%).

A subir esteve também a EDP Renováveis (+0,29%), num dia em que a EDP não passou de uma perda de 0,26%.
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